terça-feira, 26 de abril de 2011

ÉTICA: POSSO E DEVO, MAS SERÁ QUE QUERO?


ÉTICA
  • É parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo especialmente a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social; 1.1 Rubrica: filosofia. Em doutrinas racionalistas e metafísicas, estudo das finalidades últimas, ideais e, em alguns casos, transcendentes, que orientam a ação humana para o máximo de harmonia, universalidade, excelência ou perfectibilidade, o que implica a superação de paixões e desejos irrefletidos; 1.2 Rubrica: filosofia. no empirismo, materialismo ou positivismo, estudo dos fatores concretos (afetivos, sociais etc.) que determinam a conduta humana em geral, estando tal investigação voltada para a consecução de objetivos pragmáticos e utilitários, no interesse do indivíduo e da sociedade; 2 Derivação: por extensão de sentido. conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo social ou de uma sociedade, Ex.: ética Profissional, ética Psicanalítica, há ética na universidade.

Em outras palavras, que não nos dicionários, tomando-se por base o pensamento do filósofo e teólogo Dr. Mário Sergio Cortella define-se ética como um conjunto de princípios, normas, que demarcam preceitos dentro de uma coletividade. É, ativamente, o exercício do modo de como o homem percebe-se em seu existencialismo em sociedade. Cabe aqui refletir profundamente sobre alguns valores que são ora importantes, ora fundamentais dentro de uma sociedade. Respeito é importante, mas, acima de tudo, fundamental. Sem respeito, estabelece-se o caos, portanto, é um papel de valor fundamental. Liberdade é um direito e uma vontade, contudo, restrita. Semelhantemente ao respeito, quando ultrapassa limites, interfere em outros papeis e de outros indivíduos. Assim, devo, quero e posso são papéis com diferentes valores, circunstancialmente, por isto, a ética implica que, para ser manifesta, conhecida, é necessário que esses papéis sejam devidamente organizados e efetivamente aplicados, da forma mais correta, com lisura e, por todos os integrantes da sociedade. Um importante escritor do Século XVI, François Rabelais vaticinou: “Conheço muitos que não puderam, quando deviam, porque não quiseram, quando podiam”. O peso disto custa uma convivência sem caos, entre indivíduos diferentes dentro de um ambiente comum, na busca eminente de se mantê-lo dentro dos mesmos padrões naturais, o que é algo extremamente difícil, em todos os sentidos. Existem coisas que quero, mas não devo, entretanto, posso, mas não quero. Isto implica em valorar cada coisa para aplicar cada papel. Uma prática simples pode ser feita em casa, tanto por adultos como por crianças e adolescentes. Se tiver duas cartulinas, uma preta e outra branca, fica muito simples expressar. Preferencialmente, tome a cartulina branca e recorte-a no formato geométrico que desejar, tantos pedaços de recortes quanto em tamanho, que representem os pontos de prática de determinado papel em sociedade. O tamanho representa o valor do papel. Cole os recortes da cartulina branca na cartulina preta, que permanece inteira, preferencialmente com o estabelecimento de uma ordem de priorização. Assim, cada um deve fazer a sua e verá, que o limite dos pedaços brancos são os seus limites dentro de cada papel a ser desenvolvido. Ao ultrapassar o limite você estará transgredindo a ética, o respeito e possivelmente a moral. É notório que os papéis ora podem estar localizados próximos a outros papéis, e/ou, ora longe, mostrando que, ao ultrapassar um limite, dependendo do papel e de sua relação com outros papéis, pode influenciá-los ou não, sobrepô-los ou não. Depende de só de cada indivíduo. Pense nisso!



Referências
NÚCLEO ERUDIÇÃO INTELECTUAL - NEIntel
Dicionário Aulete de Língua Portuguesa
Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa
Dicionário Prático de Regência Nominal Luft
Enciclopédia e dicionário ilustrado Koogan/Houaiss
A Ética e a Produção do Conhecimento Hoje – Mario Sergio Cortella - http://www.apropucsp.org.br/revista/r27_r15.htm - acesso em 23/04/2011
003/2011

Autoria: REIS JUNIOR, Dermeval
Pesquisador em Ciências Médicas
Estudioso em Teologia

Produção intelectual independente
São Paulo, 24 de Abril de 2011.
drjfcrepm@yahoo.com / drj.fcr.epm@hotmail.com

sábado, 23 de abril de 2011

sexta-feira, 22 de abril de 2011

CONCEITO SOBRE MORAL, ÉTICA E BREVE REFLEXÃO SOBRE RESPEITO

MORAL
adjetivo de dois gêneros
1 concernente a ou próprio da moral; 2 pertencente ao domínio do espírito do homem; 3 orientado pela moral (fil); proveniente dos estudos filosóficos sobre a moral (fil); Ex.: tratado moral; 4 que segue princípios socialmente aceitos, Ex.: teve um comportamento moral, ético; 4.1 que denota bons costumes, boa conduta, segundo os preceitos socialmente estabelecidos pela sociedade ou por determinado grupo social; 4.2 que denota honestidade; correto, Ex.: atitude moral; 4.3 que ensina, educa; edificante, Ex.: fábula moral;
substantivo masculino
5 estado de espírito, sentimento, ânimo. Ex.: as endomorfinas podem contribuir para elevar o moral dos pacientes; 5.1 disposição de espírito que uma pessoa apresenta para agir com maior ou menor vigor diante de circunstâncias difíceis; espírito de luta; 5.2 sentimento de confiança; coragem, Ex.: homem de grande moral;
substantivo feminino
6 preceito de conduta, conjunto de valores como a honestidade, a bondade, a virtude etc., considerados universalmente como norteadores das relações sociais e da conduta dos homens, Ex.: defendia a moral e os bons costumes; 6.1 conjunto das regras, preceitos etc, característicos de determinado grupo social que os estabelece e defende, Ex.: moral burguesa, moral cristã; 6.2 conjunto dos princípios, ger. virtuosos, adotados por um indivíduo, e que, em última análise, norteia o seu modo de agir e pensar, Ex.: é um homem de pouca ou nenhuma moral, a sua moral não é aceitável; 7 Rubrica: filosofia. cada um dos sistemas variáveis de leis e valores estudados pela ética (disciplina autônoma da filosofia), caracterizados por organizarem a vida das múltiplas comunidades humanas, diferenciando e definindo comportamentos proscritos, desaconselhados, permitidos ou ideais; 8Rubrica: filosofia. parte da filosofia que estuda o comportamento humano à luz dos valores e prescrições que regulam a vida das sociedades; ética; 9 Derivação: por metonímia. obra ou tratado sobre a moral; 10 qualquer teoria, doutrina (não necessariamente defensora de um padrão de comportamento) que se fundamenta em certos princípios; 11 Regionalismo: Brasil. Uso: informal. capacidade de se impor, de influenciar ou ter ascendência, hegemonia sobre outrem, Ex.: foi lá e conseguiu a vaga na moral.

ÉTICA
substantivo feminino
1 parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo especialmente a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social; 1.1 Rubrica: filosofia. Em doutrinas racionalistas e metafísicas, estudo das finalidades últimas, ideais e, em alguns casos, transcendentes, que orientam a ação humana para o máximo de harmonia, universalidade, excelência ou perfectibilidade, o que implica a superação de paixões e desejos irrefletidos; 1.2 Rubrica: filosofia. no empirismo, materialismo ou positivismo, estudo dos fatores concretos (afetivos, sociais etc.) que determinam a conduta humana em geral, estando tal investigação voltada para a consecução de objetivos pragmáticos e utilitários, no interesse do indivíduo e da sociedade; 2 Derivação: por extensão de sentido. conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo social ou de uma sociedade, Ex.: ética Profissional, ética Psicanalítica, há ética na universidade.


RESPEITO
substantivo masculino
1 ato ou efeito de respeitar(-se); 2 sentimento que leva alguém a tratar outrem ou alguma coisa com grande atenção, profunda deferência; consideração, reverência; 3 obediência, acatamento; 4 modo pelo qual se encara uma questão; ponto de vista; 5 o que motiva ou causa alguma coisa; razão; 6 relação, referência; 7 estima ou consideração que se demonstra por alguém ou algo; 8 sentimento de medo; receio;
respeitos
substantivo masculino plural
9 homenagens, cumprimentos, Ex.: diga ao barão que lhe enviei meus respeitos.




REFLITA SOBRE O RESPEITO

Para respeitar é imprescindível o conhecimento do que é o respeito, das diferentes formas de respeito e quem ou o quê respeitar, saber o que é ética e moral. Adicionalmente, se um indivíduo não respeitar a si próprio, provavelmente não respeitará outrem, não é ético, mas provavelmente, imoral. A posteriori, este indivíduo não sabe o que é respeito, não sabe o que respeitar e como respeitar. O respeito é a base do relacionamento social em todas as esferas e deve ser cultivado por todos, inexoravelmente, mesmo havendo discordância entre valores ideológicos, filosóficos e morais de determinado grupo social. O fato de discordar não significa falta de respeito, pelo contrário, é a evidência da tendência a admitir maneiras de pensar, de agir e de sentir diferentes ou mesmo diametralmente opostas às nossas. Um dos melhores exemplos é este mesmo, quando o respeito prevalece entre grupos discordantes. É a prova cabal da harmonia entre os nichos que cultivam diferentes pensamentos e valores. Há, porém, indivíduos que possuem conceitos estreitos sobre o que é o respeito e o confundem com obediência factual por causa do medo, ou até, com o próprio medo, alegando ou acreditando existir uma linha tênue entre medo e respeito. Bom, não sei se para satisfação ou insatisfação dos que pensam assim, mas, medo, no tange respeito, também é um conceito que o define, como pode ser observado pela definição descrita previamente. Obviamente que é respeitável e compreensível, o fato de alguém não entender isto, contudo, é possível estabelecer um diagnóstico a esta característica, de forma respeitável, mas enfática e radical, considerando principalmente aqueles indivíduos que defendem o princípio de os outros devam adquirir conhecimento e eles próprios não o fazem: isto é inferioridade, penúria intelectual! Não é de se estranhar, indivíduos assim, possuem, dentre outros adjetivos, o de hipócrita, dado o fato de que defendem a busca pelo conhecimento, contudo, enfatizando que a ideologia destes não é posta em jogo, mas a falta de conhecimento da essência do termo em amplo e restrito sentido. Esta é uma forma de ignorar o respeito para com outrem, independente do título e qualquer que seja ele. Não é o título que traz conhecimento, mas o conhecimento leva ao título. Você é o que você pensa, faz e demonstra. O respeito está em se buscar o conhecimento, analisá-lo criteriosamente, com censo crítico e depois, dispensá-lo a quem de direito. Isto vale para todas as esferas sociais e começa-se dentro de casa. Quem abre mão do respeito, pode estar colocando em risco a e o moral e, por conseguinte a ética, pois respeito, moral e ética estão interrelacionados, contudo, a base é o respeito. Muitas vezes, por não haver respeito próprio, não se enxerga a inversão de conceitos. Em princípio, a palavra “exortar” remete a uma repreensão, severidade, puxão de orelhas, e na verdade, não é nada disto. Seu significado está muito intimamente relacionado à ética no sentido clássico de sua definição, mas muitos, por pura penúria intelectual a interpretam como um ato somente de correção no sentido de repreender, ao passo que isto é mais significativo de admoestação. Isto ocorre muito em diversas esferas sociais, mas em destaque, na esfera religiosa de grupos evangélicos, onde se preza muito os fenômenos transcendentais, portanto pouco ou nada se estuda além de rotularem o conhecimento cultural, linguístico e filosófico como somente como obra secular e até mefistofélica, ao passo que se pode adequá-lo ao cristianismo de forma singular. Muitos se esquecem de que tudo isto faz parte da cultura. O problema é que no meio, há importante déficit de um intelecto hábil que ouse fazê-lo. Não há nenhum pecado em enriquecer o intelecto, pelo contrário, é saudável para a mente, mas, lamentavelmente há muitas mentes que não conseguem compreender isto. Só o fato de não atingirem a compreensão devida de alguns valores culturais já é por si uma razão plausível de não estarem aptos a entenderem o significado de respeito.
Respeite-se, avalie você mesmo seus valores e não se deixe levar pela opinião dos outros, valorize-se, não se coloque à venda, não transgrida e não será alvo de nada, ainda que alguém tente alvejá-lo. Só ceda se for inevitável e jamais assuma um erro que não cometeu, e se errar, assuma-o, corrija-o e aprenda a não repeti-lo. Isto é respeito, amor próprio, assim saberá tratar ao próximo com o mesmo tipo de comportamento.


http://www.4shared.com/document/xfoasOk8/RESPEITO_MORAL_TICA.html


Referências

NÚCLEO ERUDIÇÃO INTELECTUAL - NEIntel
Dicionário Aulete de Língua Portuguesa
Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa
Enciclopédia e dicionário ilustrado Koogan/Houaiss

002/2011
REIS JUNIOR, Dermeval
Pesquisador em Ciências Médicas

Produção intelectual independente

terça-feira, 29 de março de 2011

A IGNORÂNCIA PODE MATAR!!!

A ignorância que abunda a mente humana, principalmente de muitos “evangélicos ou crentes” não permite que se chegue ao conhecimento essencial da Palavra de DEUS. Assim, ao leigo, resta apenas confundir os significados de palavras com que lidam cotidianamente e, por consequência, um entendimento errado produz atitudes erradas e idéias erradas e consequências desastrosas. A prova cabal disto é o recente fato ocorrido em Diadema-SP (03/2011) onde uma família inteira foi seduzida por 3 pregadores que atuavam na praça da Sé. Estes homens deturparam a Palavra de DEUS, dizendo haver data e hora para o arrebatamento. Esta família, só foi ludibriada por NÃO CONHECER a essência da Palavra de DEUS (Os. 4.6; Mt. 22.29; Mc.12.24), e olha, eles frequentavam uma igreja. É mais do que patente a aceitabilidade de que o arrebatamento possa ocorrer em qualquer tempo, mas ninguém sabe o dia nem a hora, nem o próprio JESUS. JESUS diz: “Porque assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do homem (JESUS)” Mt. 24.27. “Mas a respeito daquele dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho (JESUS), senão somente o Pai” Mt. 24.36.

Outro exemplo pode ser relatado, este já ocorreu comigo mesmo. Muitos líderes evangélicos confundem o significado da palavra ciência, por possuírem absoluta ignorância, baseada em dois importantes fatores: (1) falta de conhecimento da palavra em questão em seus sentidos amplo e restrito; (2) por falta de aplicação intelectual e reflexiva no entendimento e exatidão das Escrituras ao contexto no qual foram escritas. Se alguém se diz cristão e não vê exatidão na Palavra de DEUS, me perdoe, não vê DEUS!!! A Palavra de DEUS é 100 % com base lógica, apesar de ser impossível ser submetida à experimentação científica, pois a essência não pode ser verificada. Não é materializada e esta essência é o sobrenatural de DEUS expresso em palavras.

Ao analisar um texto bíblico, propício para o caso é notório perceber quando um pregador utiliza este texto em um contexto paralelo. Veja os textos de I Co. 1. 19, 20, 21, 22; 2. 6, 8 – Paulo fala sobre a sabedoria de DEUS comparando-a com a sabedoria do mundo. Interessantemente, esta carta foi dirigida ao povo de Corinto, que fica na região próxima à Grécia, portanto, também, a região de Corinto era fortemente influenciada pela Grécia. Mas, naquela época, Paulo estava se referindo aos filósofos (Gregos principalmente) que negavam a existência de DEUS e se julgavam sábios (At. 17.18).

Atualmente, se confunde muito a palavra ciência com a ciência de maneira geral e como profissão. Muitos pregadores têm se recusado a buscar o conhecimento sobre o assunto, assim, assinam a declaração que confirma de sua ignorância. Ter conhecimento é de fundamental importância. A Palavra de DEUS apóia esta atitude (Pv. 8.14; 18.15; IITm. 2.15). Afinal, um cientista que estuda um fenômeno biológico, por exemplo, para entender uma micose na unha do pé, não contradiz em nada o dito, no texto de Paulo, nem de qualquer outra parte da Bíblia, como por exemplo, “não te estribes no teu próprio entendimento...”. As referências acima são respaldadas no contexto que abordo aqui pelo texto de At. 17.16-23, onde, na Grécia, território dos sábios filósofos foi que Paulo entendeu que a filosofia daqueles homens contradizia as Escrituras. Portanto, Paulo se refere única e exclusivamente aos filósofos e adeptos da época. A aplicação deste texto nos dias de hoje, é, semelhantemente, para aqueles que ignoram DEUS se fazendo sábios também nos dias de hoje.

Conclusão: Portanto, qualquer pregador que aplicar este texto de ICo 1.19-22 e 2.6-8 no sentido amplo em relação à ciência e ao conhecimento e não esclarecer o foco da mensagem, deixando claro qual o tipo de ciência é abominável a DEUS, certamente estará fazendo exegese errada, e por consequência, uma homilética errada. Isto gera graves conseqüências, pois já imaginou, um cidadão, sedento da Palavra de DEUS, de coração voltado para DEUS, ter que engolir uma loucura destas, sendo ele cientista por profissão e por fé, cristão??? Não se pode atribuir a um profissional que atua como cientista, sendo ele cristão segundo a Palavra da Verdade, por JESUS CRISTO, que a ciência o destruirá, pois sendo ele verdadeiramente cristão, profissional em ciências, entende que CRISTO é o centro de tudo e não O coloca abaixo do conhecimento científico. Este é o meu caso. Muitos cristãos não entendem minha profissão, minha posição, meu conhecimento e os limites que aprendi a estabelecer no conhecimento humano para que não transgrida a Palavra de DEUS. De fato, a Filosofia é extremamente oposta a DEUS, contudo, é necessária para a vida de um profissional, intelectualmente bem sucedido. Mas, a Filosofia, é uma ciência fascinante também. Se todos os líderes cristãos soubessem utilizá-la, certamente, pela Lógica aplicada à teologia teríamos pouquíssimas probabilidades de distorções das Escrituras.

Quer exercitar? Pois bem: defina Falar mal de e Criticar nos sentidos clássico e informal (popular).



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

DEUS NÃO INTERFERE NO LIVRE ARBÍTRIO DO HOMEM

Quando se pensa em como conviver ou em como pensar em viver com o próprio livre arbítrio, surgem diversas colocações. De fato, é um tanto quanto, polêmico, este tema. Questões filosóficas, sociais e religiosas são inteiramente capazes de influenciar o conceito sobre livre arbítrio. Analisando-o na ótica filosófica e bíblica, claro, excluindo-se o aspecto “religião”, torna-se simples entender: Bíblia não é religião nem doutrina ou dogma religioso. É a doutrina da Palavra de DEUS! Segue-se então que o pensamento mais dito no meio popular é que DEUS deu o livre arbítrio a todos e cada um utiliza-o como desejar. Entretanto, alguns apontam como um meio limitado que DEUS deu e, assim o controla, dando a liberdade do homem utilizá-lo até onde DEUS permite. Ah! Se isto fosse assim mesmo...Um dos textos bíblicos mais utilizados por quem o defende está no livro de Jonas, que mesmo tentando fugir para longe de onde DEUS determinou que fosse, no final, acabou lá, na cidade chamada Nínive. É salutar definir o que é o livre arbítrio, assim, tem-se um bom começo. Arbítrio é, segundo Houaiss[1], a decisão dependente apenas da vontade, vontade própria e independente. Segundo alguns filósofos[2], por exemplo, no pragmatismo de William James (1842-1910), é o impulso que conduz o ser humano à crença em determinadas suposições, tais como os princípios da religião ou do livre-arbítrio, cuja legitimidade não depende de qualquer comprovação obtenível por meio de fatos ou dados objetivos, mas de sua utilidade psicológica e dos benefícios vitais que as acompanham; no nietzschianismo, impulso natural voltado para o poder e dominação sobre os seres e objetos circundantes, presente na vida em geral e na natureza inorgânica, e manifestado de maneira trágica e amoral nos instintos e desejos que cercam a existência humana busca de um pretenso conhecimento objetivo e científico, que se ilude ao ocultar a influência determinante dos interesses vitais e da vontade de potência na própria constituição do processo cognitivo; no pensamento do filósofo alemão, Schopenhauer (1788-1860), impulso natural considerado o conteúdo interno ou a essência de toda a realidade, e manifestado especialmente na dimensão biológica, onde incita os organismos a buscarem a conservação de sua vida individual e a perpetuação da sua espécie; no Iluminismo, a razão moral e política, desprovida de afetos ou paixões, em que cada ser humano raciocina a respeito dos comportamentos e atitudes que deve exigir de si mesmo e de seus semelhantes; no pensamento de Rousseau (1712-1778), vontade soberana, homogênea e legisladora, exercida por cada cidadão de uma coletividade, despertada por meio de educação cívica, e voltada para o bem comum, em oposição aos interesses meramente particulares.Estas são clássicas definições de vontade, ou arbítrio. Livre arbítrio é, sumariamente, em uma expressão simplória, ser livre para manifestar a vontade que está dentro de cada um. Voltando em Jonas, interessantemente, poderá surgir a seguinte questão: Por que DEUS tirou o livre arbítrio de Jonas? RESPOSTA: DEUS NÃO TIROU O LIVRE ARBÍTRIO DE JONAS, não interferiu em momento algum no livre arbítrio de Jonas e nem de ninguém, quando se considera vontade de manifestar-se livremente. Jonas não sofreu nenhuma mudança de vontade em seu pensamento, não houve uma interferência psíquica que mudasse a direção da vontade de Jonas. Este fato é corroborado pela ação de fuga do profeta ao ouvir a ordem de DEUS. Em toda a Bíblia, desde o livro de Gênesis até o livro de Apocalipse, não há sequer um ponto, onde DEUS mostra Sua interferência nas vontades do ser humano. Afinal, segundo a Bíblia, o que DEUS dá, é sem arrependimento, então, como Ele irá interferir nisto? E para exemplificar, com personagens bíblicos mais conhecidos: DEUS não impediu que Eva comesse do fruto e nem que o desse a seu marido, Adão; DEUS não impediu que o povo fosse perseguido pelo faraó do Egito; não impediu que faraó escolhesse libertar ou não os hebreus; DEUS não impediu que Davi cometesse homicídio doloso contra a vida de Urias; ferisse ou matasse Saul e cometesse adultério com Bate-Seba, esposa de Urias; DEUS não impediu que JESUS escolhesse, beber do cálice ou não; DEUS não impediu que JESUS, irado, fosse até o pátio do templo e derrubasse todas as mercadorias dos “camelôs” da época e apontasse o dedo a cada um; DEUS não impediu que Sansão revelasse à Dalila, seu segredo; DEUS não impediu que os irmãos de José do Egito, o vendessem; DEUS não impediu que José desse ou não o perdão a seus familiares na terra do Egito; Paulo, após orar 3 vezes pelo espinho na carne, certamente um tipo de pecado, ouviu a seguinte resposta de DEUS: “a Minha Graça te basta...” isto é, DEUS não interferiu nas atitudes de Paulo que estavam no seu íntimo psíquico ou físico, enfim...


Conclusão

DEUS não nos impede de cometer nenhum tipo de atitude, seja ela pecado ou não. Temos o livre arbítrio, seja como for, todos os seres humanos nascem com este atributo e, por fim, se ele existe em cada um, é para ser utilizado, pois tudo tem um objetivo determinado. Assim, bíblica e filosoficamente é possível afirmar que não há como DEUS interferir no livre arbítrio humano, dado o fato de que todo homem dará conta a DEUS de seus atos, além de que, a própria Bíblia afirma que muitos serão chamados e poucos serão os escolhidos, claro, isto deriva das atitudes de cada um segundo sua fé, pois segundo o caminho trilhado pelo livre arbítrio, assim construirão suas ofertas para “o dia mal”.DEUS nos deixa à vontade para escolher, Ele não muda a vontade que está em nós, mas apenas nos oferece caminhos benignos e nos alerta contra os caminhos malignos, mas a decisão de qual seguir, esta é nossa, contudo, as consequências, também. Quando DEUS dirige ao povo pelo profeta Isaías: “Se quiserdes, e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra”. Cabe a cada um escolher (“se quiserdes...”).


[1] Dicionário Eletrônico Houaiss de Língua Portuguesa.

[2] Apud Houaiss



sábado, 18 de dezembro de 2010

A INADMISSIBILIDADE DE SOFRER DE EGOCENTRISMO HIPÓCRITA É EM SI MESMA O REFLEXO HIPÓCRITA DO EGOCENTRISMO

Um ótimo princípio para alguém que talvez não saiba fazer, mas o deseja é acreditar “que se possa fazer”. Indubitavelmente importante este “acreditar” deve estar incluso no aprender, pois, somente assim o fazer se tornará excelente. A cada saber um fazer e a cada fazer um saber. Há intensa tendência em que isto se torne cada vez mais recíproco à medida que é aplicado. Mas, nem todos adotam esta linha de pensamento como um princípio praticável. A razão disto está contida no conceito errôneo do “não querer aprender a fazer”. Ora, quem sabe é porque aprendeu e quem aprendeu é porque, de alguma forma se deixou querer aprender e assim, por consequência, o fazer vem seguidamente.
Talvez, saber seja entendido por uns como meio de sobrevivência, por outros como meio cultural e por outros, ainda, como algo extraordinário ao contexto intelectual. Com efeito, está relacionado ao fazer, pois, saber apenas não basta, mas, saber e fazer são dois pontos que exibem extrema afinidade, especialmente para com aqueles, os quais conseguem administrá-los harmonicamente. Fazer torna-se importante à medida que se sabe. É praticamente inadmissível fazer sem saber. Mas, gratificante mesmo é saber fazer e fazer sabendo. Um velho ditado – “quem sabe faz ao vivo” – é interessantemente considerável. O fato é que estes conceitos citados não acompanham contextualmente a filosofia daqueles que não admitem não saber, querem fazer e ainda acreditam que, se fazem é porque sabem fazer.
Este é alegórico de quem sofre de “egocentrismo hipócrita”. Explica-se conceituando-o como aquele que traz impregnado no ego, o conceito de que contém a capacidade de fazer, sem, contudo, saber. Isto é para estes, lido como “ousadia”, contudo, não passa de uma debilidade, porém, este indivíduo jamais admite portar esta debilidade, usando como máscara a “ousadia”. Esta característica leva este indivíduo a se estender além do natural mediante situações as quais “não possui domínio”, explicitando assim, pelo fato de se autodecretar “ousado”, ser dono da razão. É patognomônico daqueles que, além de carregar consigo esta debilidade, não apresentam plausibilidade em seus argumentos, usando-os mais como uma espécie de comportamento cínico, apresentam justificativas que nunca apontam para si possíveis falhas, mas, quase sempre para aqueles que estão ao seu redor, uma forma também de hedonismo imanente. É a fraqueza da fraqueza e por isto, acaba por não consentir em hipótese nenhuma, como um indivíduo que errou em razão de não saber, por pretextos contidos em sua personalidade egocêntrica, mas discretamente manifestadas. São fracos e, por assim dizer, se tornam hipócritas, criam dentro de si um monolitismo como base de sustentação de sua posição, status, etc. Daí o termo aplicado – egocentrismo hipócrita. Freud classifica o superego como um acusador do ego, o que pode estimulá-lo. Há um domínio psíquico onde o superego impõe ao ego o dever de fazer, mesmo sem saber e nunca admitir que não saiba.
É simplório exemplificar este tipo de situação. Considere dois tipos de lógica: Ocidental – “apenas-ou” – e Oriental – “tanto-quanto”. Ao utilizar uma ou outra, erros podem ser desastrosos em termos de conceitos ideológicos, ainda mais se isto ocorrer com indivíduos que de alguma maneira se tornaram formadores de opinião sem saber sobre o que e como estão opinando. O erro
no juízo e conceitualização da aplicabilidade lógica poderão influenciar uma comunidade, por isto, são inexoravelmente necessários domínio e entendimento perfeitos, primeiro dos conceitos sobre lógica, segundo, de sua melhor aplicabilidade nas diversas situações. Um exemplo prático: 3 + 3 = 6. Não há nenhuma lógica que possa contrariar o resultado desta operação, pois ela se autoafirma verdadeiramente, com absoluta soberania conceitual e racional. Ao aplicar a lógica ocidental, o resultado não é modificado: apenas 3 + 3 = 6 ou 3 x 3 = 9. Pela lógica oriental, tanto 2 + 2 = 4 quanto 2 x 2 = 4. Isto não é uma invenção, é uma lógica racional, e não há como fugir disto. Não que o indivíduo tenha que estudar a ciência “Lógica”, mas que seus argumentos e suas exposições sejam dotados de plausibilidade. Sempre que algo aceitável é alvitrado, dificilmente uma refutação pode derrubá-lo. O fato é que, pelo status, grau de autonomia, título, posição social dentro de uma comunidade, etc., quando não se expõe com plausibilidade, ao se ver acuado o indivíduo que sofre de egocentrismo hipócrita utiliza artifícios de escape, “a ousadia”, em busca de outro argumento menos admissível ainda e que o justifique. Este argumento vem acompanhado da impostação expositiva e de um ou alguns de seus componentes que o elevam no seu grau de autonomia. Assim, certa inibição toma conta dos demais que o cercam. Isto é o reflexo exprimido da imposição de que este indivíduo, para si mesmo, está com a razão, ainda que esteja inteiramente fora dela. Enfim, hipocrisia excessiva que domina o ego, ao ponto de cegá-lo.

Por "Prof. Dr. Dermeval Reis Junior"

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

DEUS ODEIA E ABOMINA A IDOLATRIA PRATICADA POR CATÓLICOS E OUTRAS CRENÇAS

IDOLATRIA – DEUS ABOMINA ESTA PRÁTICA

Para iniciar uma reflexão sobre idolatria, é necessário que sua mente esteja despida do conceito “religião”. DEUS não criou nenhuma religião, portanto, não é ela o ponto central da reflexão. Uma forma isenta de refletir é considerar DEUS como o centro de tudo e assim, todas as formas de pensamentos serão confrontadas com DEUS e, aquela que DEUS rejeitar POR MEIO DE SUA PALAVRA, esta estará fora da vontade de DEUS. Consideremos aquilo que DEUS deixou como ponto de partida: As sagradas letras contidas na Bíblia Sagrada. [Lucas 24.44 – “E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de Mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos.]
Aqui JESUS não invalida o Velho Testamento, pelo contrário, Ele mostra que as palavras descritas no Velho Testamento são tão válidas como as do Evangelho, Novo Testamento, portanto, não há como alguém argumentar, desculpando-se na afirmação de que o Velho Testamento é ultrapassado ou foi para a época antes de CRISTO.
Os católicos principalmente são adoradores de diversos “santos e imagens de escultura”, não porque querem, mas, porque os dogmas criados por mentes humanas, erroneamente levaram o povo a tal prática que acabou por inserida na cultura religiosa propagada pela igreja católica romana. Para que isto não se perca, não utilizam o modelo de DEUS deixado na Bíblia e além disso, a Igreja Católica não permite a interpretação da Bíblia. É uma foma de assegurar que os fiéis não tenham os olhos abertos para a vontade de DEUS.
Veja o que a boca de JESUS disse sobre isto:
Mateus 23.13 – “Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois, que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando”!
DEUS ACEITA A ADORAÇÃO À ÍDOLOS – Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora Abadia, outras Nossas Senhoras, São Paulo, São João, São Pedro, Santo Agostinho, São Judas Tadeu, Santo Expedito, São Tomás, Santa Rita, Santa Luzia, Santa Maria, Santa Cecília, Santa Clara, etc...?
NÃO, DE FORMA NENHUMA!
Primeiro- nenhum destes santos são citados dentro da Bíblia para serem adorados, contudo, a Bíblia chama de santos, todos os que são fiéis a DEUS e não se curvam aos deuses estranhos, imagens ou postes ídolos. Em outras palavras, santos são os crentes, isto é, aqueles que crêem em DEUS, conforme e restritamente dentro de sua palavra. O próprio apóstolo São Paulo disse: 1ª Coríntios 1.29 “Para que nenhuma carne se glorie perante Ele”. Portanto, quem são os santos levantados pela igreja católica para serem gloriados perante DEUS? Buscar a santificação é uma ordenança de DEUS: Hebreus 12.14 – “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”.
Santificação significa separação, isto é, se separar para DEUS, das coisas do mundo e de tudo que DEUs abomina.
Segundo- eis quase todos os versículos da Palavra de DEUS, de Gênesis à Apocalipse, que referem abominação de DEUS à idolatria a qualquer tipo de ídolo que não seja o DEUS Todo Poderoso.
Êxodo 20.4-5: “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porquê Eu o Senhor, teu DEUS, sou DEUS zeloso...”
Levíticos 26.1 – “Não fareis para vós ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura, nem estátua, nem poreis pedra figurada na vossa terra, para inclinar-vos a ela; porque Eu sou o SENHOR vosso Deus”.
1ª Reis 14.15 – “Também o SENHOR ferirá a Israel como se agita a cana nas águas; e arrancará a Israel desta boa terra que tinha dado a seus pais, e o espalhará para além do rio; porquanto fizeram os seus ídolos, provocando o SENHOR à ira”.
2ª Crônicas 24.18 – “E deixaram a casa do SENHOR DEUS de seus pais, e serviram às imagens do bosque e aos ídolos. Então, por causa desta sua culpa, veio grande ira sobre Judá e Jerusalém”.
Salmo 97.7 – “Confundidos sejam todos os que servem imagens de escultura, que se gloriam de ídolos; prostrai-vos diante d’Ele todos os deuses”.
Salmo 106.36 - “E serviram aos seus ídolos, que vieram a ser-lhes um laço.
Salmo 115.1,4-8 - “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Teu nome dá Glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade. Os ídolos deles são prata, ouro obra da mãos dos homens. Têm boca, mas não falam, têm olhos, mas não vêm, têm ouvidos, mas não ouvem, têm nariz, mas não cheiram, têm mãos, mas não apalpam, têm pés, mas não andam, nem som algum sai da sua garganta. Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e todos os que neles confiam”.
Isaías 31.7 – “Porque naquele dia cada um lançará fora os seus ídolos de prata, e os seus ídolos de ouro, que vos fabricaram as vossas mãos para pecardes
Isaías 43.11 – “Eu, Eu sou o Senhor e fora de Mim não há salvador”.
Isaías 44.9 – “Todos os artífices de imagens de escultura são nada, e as suas coisas preferidas são de nenhum préstimo: eles mesmos são testemunhas de que elas nada vêem, nem entendem, para que eles sejam confundidos”.
Jeremias 50.38 - “Cairá a seca sobre as suas águas, e secarão; porque é uma terra de imagens esculpidas, e pelos seus ídolos andam enfurecidos”.
Habacuque 2.18 – “Que aproveita a imagem de escultura, depois que a esculpiu o seu artífice? Ela é máscara e ensina mentira, para que quem a formou confie na sua obra, fazendo ídolos mudos”?
Atos 15.20 – “Mas escreve-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue”.
1ª Coríntios 8.4 – “Assim que, quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro DEUS, senão um só”.
1ª Coríntios 10.28 – “Mas, se alguém vos disser: Isto foi sacrificado aos ídolos, não comais, por causa daquele que vos advertiu e por causa da consciência; porque a terra é do Senhor, e toda a sua plenitude”.
1ª Coríntios 12.2 – “Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados”.
2ª Coríntios 6.16 – “E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do DEUS vivente, como DEUS disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu DEUS e eles serão o meu povo”.
1ª Tessalonicenses 1.9 – “Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro,
1ª João 5.21 – “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém”.
Apocalipse 9.20 – “E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demônios, e os ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar”.
VOCÊ SABE QUEM CRUCIFICOU JESUS?
Quando JESUS chega até Pilatos, este era governador de uma região do império romano, comandado por César, o Imperador Romano. A sugestão de crucificar JESUS veio dos próprios sacerdotes os quais JESUS os censurou, contudo, o castigo e a crucificação veio do povo romano. Naquela época, pela lei judaica, o castigo com chibatadas não poderia ultrapassar o número de 39. JESUS foi açoitado com milhares delas, pois os romanos não seguiam os costumes judaicos. Podemos concluir que a crucificação de JESUS foi executada pelos romanos, onde surgiu a igreja Católica, no Século II. Logo mais, seu primeiro papa, Gregório, surge, em meados do século VI.
O PURGATÓRIO É BÍBLICO?
Não. Segundo o purgatório, todas as almas que morrem aguardam no purgatório para serem purgadas, isto é, livres dos supostos pecados para serem salvas. A Doutrina do Purgatório foi proclamada como dogma de fé, pelo Conselho de Florença em 1439 e não tem base bíblica.
Isto é contrário ao que a Bíblia [Efésios 1.5-7 – “E nos predestinou para filhos de adoção por JESUS CRISTO, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado, Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça”,], nos orienta.
Caso o purgatório fosse verídico, a graça salvadora de JESUS teria sido anulada e sua morte teria sido em vão, pois é o purgatório que estaria nos purificando e não o sangue de JESUS. Portanto, o purgatório é estritamente uma ilusão da igreja católica e não possui nenhum tipo de cunho bíblico, sendo assim, não é uma forma cristã de fé descrita na bíblia ou mencionada por JESUS.
DEUS ODEIA A PROCISSÃO.
Isaías 45.20 – “Congregai-vos, e vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar”.
MARIA INTERCEDE POR NÓS???
NÃO. Em João 14.6, JESUS DIZ: “Eu sou o caminho e a verdade e a vida, e ninguém vem ao Pai senão por Mim”.
MARIA É VIRGEM E IMACULADA???
NÃO. Maria não é virgem. Ela apenas foi escolhida para gerar o Salvador, por intermédio do ESPÍRITO SANTO, para que o Salvador não viesse por meio da concepção do pecado. JESUS teve outros irmãos [Mateus 12.47; Marcos 3.32; Lucas 8.20 “E disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te”.], isto é, Maria foi mãe de outros filhos. Ademais, ser virgem imaculada após ter tido um filho (JESUS) é um deslize grosseiro em saber que Maria continuaria virgem. Isto é um dogma criado pela Igreja Católica no ano de 1854, - A Concepção Imaculada da Virgem Maria foi proclamada pelo Papa Pius IX. O Evangelho diz que todos os homens, com a única exceção de CRISTO, são pecadores. A própria Maria, necessitou de um Salvador. Romanos 3:23 – “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de DEUS; Lucas 1:46,47 – “Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, E o meu espírito se alegra em DEUS meu Salvador;
POR QUE OS CRISTÃOS RELIGIOSOS TÊM DIVERSOS PENSAMENTOS SOBRE O CRISTIANISMO?
Porque não conhecem o conteúdo deixado na Bíblia sagrada. Sendo assim, os mais intelectuais tomam a frente em interpretações que trazem interesses para si mesmos. JESUS combate veementemente os sacerdotes da época, que o inquiriram sobre a doutrina do evangelho: Mateus 22.29; Marcos 12.24 – “E JESUS, respondendo, disse-lhes: Porventura não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de DEUS”?
Além de tudo, ainda não entendem que o fundamento é um só, JESUS CRISTO! 1ª Coríntios 3.11 – “Porque ninguém pode por outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus CRISTO”.
Acham que as doutrinas diversas criadas por uma autoridade religiosa é mais válida do que o conteúdo deixado pela autoridade maior, JESUS CRISTO. Mas, isto é uma enganação e as pessoas estão cegas para enxergarem JESUS. Preferem dar ouvidos aos que inflamam a Sã Doutrina [Efésios 4.14 – “Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente”. 1ª Timóteo 4.1 – “Mas o ESPÍRITO expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; 2ª João 1.9 – “Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de CRISTO, não tem a DEUS. Quem persevera na doutrina de CRISTO, esse tem tanto ao Pai como ao Filho”.
Assim, se alguém quer ser de DEUS, conhecer a DEUS deve também seguir Sua Palavra, isto é, Sua Doutrina: Salmo 1 – “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na Sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará. Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha. Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. Porquê o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá”. Romanos 12.2 – “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de DEUS”.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bíblia Sagrada – Edição Revista e Atualizada SBB;
Bíblia de Estudo Almeida – 1999;
Eclesiologia – A doutrina da Igreja – A comunhão cristã. In: Ferreira, F & Myatt, A – Teologia Sistemática – Uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual, editora Vida Nova, São Paulo, p.913-1009, 2007.

Dr. Dermeval Reis Junior
Estudioso em Teologia e Filosofia
Cientista em Medicina
Presbítero

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

QUANDO TUDO TE DISSER NÃO, VEJA:

Quando tudo diz que não (o trabalho te diz não; a conta do banco te diz não; você envia centenas de currículos, participa de um monte de entrevistas e dinâmicas e te dizem não, concorre em vários concursos públicos e a resposta é não, aceita vagas muito aquém do seu potencial dinâmico profissional e te dizem não; os credores e as concessionárias dos serviços essênciais não entendem sua situação e te dizem não; o proprietário da casa onde você mora agora, com tudo isto ainda te liga dizendo que irá aumentar o aluguél; você recebe sua última parcela do seguro desemprego);
Sua voz me encoraja a prosseguir (a vontade é de desistir, deixar tudo e todos, mas, aí você se lembra que existe um DEUS nos céus e logo, você só consegue enxergar uma saída: olhar para este DEUS, e dizer: Senhor, meu DEUS, não há nada em minhas mãos que eu possa fazer mais) e este acaba sendo um rápido momento de reflexão que mostra a lógica da situação e, a lógica é esta: Se eu cheguei até aqui, agora não vou parar, vou continuar, pois ainda não acabou, não é o fim, ainda existe uma esperança, ainda existe um caminho a percorrer, e, se eu parar, não terminarei este caminho, está é a voz de DEUS que encoraja a prosseguir);
Quando tudo diz que não Ou parece que o mar não vai se abrir (afinal, você se vê de fronte ao mar, e tudo o que foi feito lá atrás parece que sumiu na poeira do caminho. O mar se mostra poderoso e sua fúria parece querer engolir tudo o que nele tocar, e então, em sua mente, seus sonhos e seus projetos se afloram, por um momento você pensa: está tudo perdido! acabou! isto não é para mim!!!!!!!!! Mas, é só uma aparência, não se esqueça, você ainda não tocou nas águas);
Sei que não estou só (aí, você busca em seu pensamento uma resposta para tudo isto; pergunta: DEUS, cadê você????E DEUS fica calado. Mas, no fundo, você sabe que DEUS está aí com você, então, pergunta novamente, DEUS, se Tu estás aqui, me ajuda, e DEUS continua calado, mas de repente, você toca na água, com a ponta dos pés e a imensidão do mar se abre, e um enorme caminho surge diante de você);
E o que dizes sobre mim Não pode se frustar (DEUS jamais vai frustrar o sonho que Ele mesmo te deu, Ele é Fiel para cumprir e não falhará);
Venha em meu favor (no abrir do mar, você enxerga que DEUS estava calado no momento de sua súplica, mas estava alí, trabalhando para que o mar se abrisse frente à sua situação que agora está à seu favor);
E cumpra em mim Teu querer (mas, em algum momento no meio da angústia, DEUS estava buscando no âmago da alma, cumprir em você, aquilo que Ele queria na condição em que estavas);
O Deus do impossível Não desistiu de mim (só aí, você passa a entender que aquela situação, é uma situação aos olhos humanos, portanto, limitados, uma situação impossível e só ocorreu porque DEUS é o DEUS do impossível e se Ele deixou que chegasse ao ponto do impossível e fez o impossível, é porque Ele ama você, e Ele não desistiu dos seus sonhos);
Sua destra me sustenta E me faz prevalecer (de fato, com isto, sempre lembraremos que temos um DEUS fiel, que nos ama, que cumpre as promessas, mas que também, nos sustenta para que possamos prevalecer no dia da calamidade e para que aqueles que duvidam passem a crer que DEUS é um DEUS de glória, de poder, de vitória, um DEUS fiel, verdadeiro, maravilhoso e que sem ele, nada podemos).

Ouça a música e ore ao DEUS do impossível!!!!!


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

DO QUE DEPENDE A SALVAÇÃO DE UM CRISTÃO?

Segundo os enunciados Bíblicos descritos nos evangelhos, crer em JESUS CRISTO como único Senhor e Salvador e ser batizado por livre e espontânea vontade, em o nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo são as chaves da salvação da alma para a futura vida com CRISTO no Paraíso de DEUS. Há discussões polêmicas sobre temas que, instrucionalmente, a Bíblia determina como parte do processo de ser membro integral de um povo e que este povo deve defender a nação a qual faz parte. Mas, será que ser patriota é um processo que interfere na salvação de um cristão? Não, ser patriota não interfere na obra vicária de JESUS CRISTO. Todo o que crer, e for batizado, esse será salvo, segundo a Bíblia. Isto não implica em morrer pela nação por interesses dos governantes. Será que ter uma opinião pessoal, ou criar um pensamento filosófico e ou ideológico interfere na salvação? Esta resposta é relativa. Todos podem pensar como quiserem, idealizarem como quiserem. A interferência na salvação da alma é um ponto em que toda a filosofia ou ideologia não pode atingir, se o autor quiser herdar a salvação verdadeiramente, isto é, todos nós podemos obter, criar, elaborar idéias, pensamentos desde que não interfira no relacionamento com DEUS e/ou interfira nas instruções que DEUS nos deixa na Sua Palavra para que a salvação possa ser alcançada. Isto exige um conhecimento, a longo prazo, aprofundado em várias vertentes intelectuais: na ideologia (filosofia), no relacionamento social (em todos os aspectos), na teologia, na psicologia e em algumas áreas científicas que se enquadram dentro de um campo da filosofia (epistemologia). Se eu não atender a uma convocação das forças armadas de meu país para uma guerra, eu não perderei minha salvação por isto; se eu não concordar com ideologias cristãs dos líderes espirituais, mas me tornar obediente e cumpri-las todas enquanto servo, eu não perderei minha salvação. Se eu obtiver dentro do meu pensamento filosófico um ideal polêmico ao homem, seja ele o que for e tenha ele a autoridade que tiver, e, se isto não interferir no meu relacionamento espiritual com DEUS, eu não perderei minha salvação. DEUS olha para o coração, e se meu coração estiver voltado para DEUS, humilhado para DEUS e obediente à DEUS, sim, eu terei uma oportunidade para prosseguir na esperança de no dia do Senhor, herdar a salvação tão arduamente buscada. As demais coisas, são componentes da rotina de cada pessoa, assim como temos cada um uma personalidade, assim, nossos pensamentos que serão sempre divergentes, não poderão nos impedir de herdar a salvação, mas, contudo, nosso maior ideal, deve ser o ideal da constante busca por JESUS, de seguir seus preceitos e manter uma vida espiritual voltada para DEUS, de manter uma vida espiritual com DEUS, dar um bom testemunho de JESUS. Esta é a receita e com um detalhe. Nenhum tipo de pensamento, pode se encaixar naqueles, descritos como facciosos, como falsas doutrinas, como promíscuos. Assim, todo o pensamento filosófico, ideológico do homem, passa a ter uma direção do ESPÍRITO SANTO e assim, toda a essência de suas obras serão de DEUS em todos os campos de sua vida.

VARA E CAJADO - SÃO DIFERENTES?

Há opiniões diversas sobre a vara e o cajado, mas muitas, acredito, dentro do mesmo contexto, contudo, algumas, são analisadas minuciosamente. Neste texto a seguir, veremos se há divergências.

Salmo 23. 4: "Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque Tu estás comigo; a Tua vara e o Teu cajado me consolam".

É óbvio que neste texto estão expressos a segurança que Davi tinha em DEUS, e a coragem que tinha para enfrentar todas as situações que porventura lhe fossem oferecidas. Porém, a última parte do versículo, mostra que Davi estava sendo coordenado por dois instrumentos, os quais DEUS lhe dispunha: a vara e o cajado, e, interessantemente, ele, Davi, se mostra apto ao consolo de DEUS por estes dois instrumentos quando afirma efetivamente isto. Vários são os argumentos que encontramos sob conceitos de cajado e vara. Alguns atribuem ao cajado o conceito de instrumento de autoridade, outros de poder, outros de guia, outros de intrumentos de correção por meio de violência. De fato, um cajado é utilizado por pastores de ovelhas para que seja um auxílio na condução das ovelhas, contudo, as ovelhas sempre o vêem com seu cajado na mão e isto imposta de forma passiva a autoridade sobre o rebanho. É de notar-se, que os cajados possuem uma extremidade arqueada, para que seja utilizado quando algumas ovelhas se desviam da rota de pastagem, então o arco é posto no pescoço ou perna da ovelha e o pastor traciona-a para o caminho por onde devem seguir. Isto é perfeitamente inteligível. Mas, e a vara? Bom, sabemos que a vara é um outro instumento utilizado por pastores, para que, em casos onde algumas ovelhas não obedeçam o caminho ou empaquem, a vara é utilizada de forma violenta para espancar o lombo do animal e assim, fazer com que prossiga o caminho com os demais animais do rebanho. É uma forma de correção, utilizada para as ovelhas mais "rebeldes". Também, é utilizado algumas vezes juntamente com o cajado para por ordem em casos de alvoroço. Portanto, se uma ovelha se empacar no caminho, não adianta utilizar o cajado, pois este é para dar a direção, mas neste caso, a vara é para que a ovelha se mova e prossiga em frente. O pastor acaba por ter os dois instrumentos para conduzir seu rebanho e esta utilização é dada por modos diferentes. Pode ser que uma ovelha, insista em não obedecer o arco do cajado e assim, não retornar para a direção colocada, e neste caso, se torna necessário a utilização também da vara, para que ela se mova para junto do rebanho novamente.

Vejamos o que os dicionários nos informam sobre os dois instrumentos:

Cajado

Segundo o i-dicionário Aulete

sm. 1. Vara, ger. com a ponta superior em arqueada, us. por pastores para tanger o rebanho; 2. P.ext. Vara us. como apoio para o corpo; BORDÃO: Ele agora só caminha com o auxílio de um cajado; 3. Fig. Qualquer coisa que sirva de apoio, sustentação, inclusive espiritual; ARRIMO; ESTEIO [F.: Do lat. tardio caja, pelo lat. vulg. hispn. *cajatus, abrev. da loc. lat. baculus cajatus, 'bastão'.];

Segundo o dicionário Houaiss

substantivo masculino- 1 bordão ('vara') de pastor, caracteristicamente tendo a extremidade superior recurvada em forma de gancho ou semicírculo para permitir puxar as pernas dos animais; 2 Derivação: por extensão de sentido, bordão ('vara') em geral; 3 Derivação: sentido figurado, apoio, esteio, arrimo.

Vara

Segundo i-dicionário Aulete

sf. 1. Ramo delgado de árvore ou de arbusto esp. da vide; HASTE; 2. Pau, viga, bordão, us. para diferentes fins como arrimo em caminhada, para tirar frutos das árvores mais altas etc; 3. Galho ou pedaço de madeira reto, comprido e flexível; 4. Jur. Cada uma das ciscunscrições ou áreas judiciais em que se dividem as comarcas e a que preside um juiz de direito (vara cível; vara criminal); 5. P.ext.Poder, autoridade, jurisdição conferido a uma pessoa; 6. Fig. Açoite, castigo, punição.

Segundo dicionário Houaiss

Susbtantivo feminino - 1 ramo de árvore, fino e flexível; 2 ramo direito e comprido us. para derrubar ou apanhar frutos de ramos altos; 3 peça de madeira, bambu, metal, delgada, roliça e longa; 3.1 peça de madeira roliça us. como arrimo; cajado, bordão; 4 ramo fino us. como açoite,
o próprio castigo; surra dada com vara, Ex.: educação à base de vara; 5 antiga insígnia representando o poder e autoridade dos juízes e vereadores; 6 Derivação: por extensão de sentido, poder e autoridade conferidos a alguém;

Portanto, está mais do que claro que a vara é sim, um instrumento de condução, mas seu emprego é mais radical do que o cajado. O cajado pode ferir gravemente quando aplicado de maneira violenta, enquanto que a vara, é de constituição flexível, justamente para não ferir gravemente, mas por meio da dor que gera, induzir a ovelha a se movimentar e seguir junto ao rebanho. A vara não pode ser utilizada sempre e nem só o cajado. É necessário que os dois estejam juntos, pois há o momento de cada um ser utilizado conforme a condição necessário para que o rebanho seja conduzido. Embora a vara exija o emprego de uma certa violência, também é um instrumento que representa autoridade e poder autonômico.

No caso do Salmo 23.4, Davi, sendo um homem escolhido segundo o coração de DEUS, era também um reconhecedor de que DEUS utiliza estes dois instrumentos em sua vida para o dirigir. Vara vem primeiro do que cajado no versículo, sendo assim, expressão de que muitas vezes, quando passamos pelo vale da sombra da morte, necessitamos de umas varadas para correção e progressão e depois do cajado para a direção.

Não há como só utilizar o cajado ou só utilizar a vara. É necessário a vara e o cajado, simultaneamente.
Aqueles que utilizam somente da vara ou somente do cajado, acabam por sofrerem as consequências da ausência do uso de um em detrimento da utilização exclusiva do outro.

Conclusão

É incompatível administrar um rebanho de ovelhas só utilizando um cajado;

É incompatível administrar um rebanho de ovelhas só utilizando uma vara;

É incompatível utilizar vara como cajado e cajado como vara;

Deve haver a aplicação dos dois instrumentos, dosados conforme a necessidade ocasional, mas devem, simultaneamente, serem utilizados os dois instrumentos;

Este conceito ideológico pode e deve ser aplicado em qualquer esfera onde haja gerenciamento de grupos, seja empresarial, religioso ou educacional ou familiar.