sexta-feira, 15 de março de 2013

REFLEXÃO DA HISTÓRIA DO PAPADO CATÓLICO

 "Não sabeis como a leitura da Escritura atrapalha a religião católica?"
(Papa Paulo VI, 1605)

Considerando que Deus deixou a Sua Palavra (Bíblia Sagrada - livre dos apócrifos, que foram inseridos na bíblia católica por Paulo III); considerando que cristãos que seguem a Cristo (uns segundo os dogmas católicos, outros segundo a Bíblia, outros não seguem nada, mas apenas se dizem cristãos) seja no catolicismo ou no cristianismo protestante, há de saber que, para Deus, o que vale é o que está dentro da essência da Palavra. Nada aquém, nada além. Para isto, não é necessário ter uma interpretação pessoal, afinal a Teologia é quem nos conduz aos significados contextuais bíblicos, com segurança. Assim, vamos fazer uma pequena análise sobre o papa e algumas afirmações católicas sobre papa e o papado. O substantivo Papa [do lat. papa (papas) ou pappa (pappas), ae, do gr páppas], uma palavra carinhosa para pai) é o Bispo de Roma, e como tal, é o líder mundial da Igreja Católica. O atual pontífice é o Papa Francisco I, eleito no conclave que terminou em 13 de março de 2013. O Papa é eleito por um Colegiado de Cardeais com posto vitalício. O ministério eclesiástico é denominado Papado e sua sede de "Santa Sé". Como líder de uma nação, o papa também é o Chefe de Estado da Cidade do Vaticano, uma cidade-estado soberana enclavada por Roma. O catolicismo romano acredita e prega que Jesus Cristo designou Pedro como "pastor" e "rocha" da Igreja, chefiando-a, e os Papas, como seus sucessores, possuem autoridade para "governar" a Igreja e "a fé" católica, e infalibilidade para ensinar e definir os pontos centrais da doutrina cristã. O papado é uma das instituições mais duradouras do mundo, e teve uma participação proeminente na história da humanidade. Os papas na Antiguidade auxiliaram na propagação do cristianismo e a resolver diversas disputas doutrinárias. Na Idade Média eles desempenharam um papel secular importante na Europa Ocidental, muitas vezes, servindo de árbitros entre os monarcas e evitando diversas guerras na Europa. Atualmente, para além da expansão e doutrina da fé cristã, os Papas se dedicam ao ecumenismo, e diálogo inter-religioso, a trabalhos de caridade e à defesa dos direitos humanos. É inegável a influência político religiosa do papa entre nações. Tanto que este cargo surgiu num 'vácuo' do poder pós Constantino, na Idade Média, passando a ter domínio em grande parte desta éra, sendo abalado então somente com a reforma protestante de Lutero, cujo papa era Leão X, que disse uma frase forte: "Agora que Deus nos deu o papado, vamos desfrutá-lo", ao autorizar a venda de indulgências na Alemanha para concluir as obras da Catedral de São Pedro. O primeiro papa de que se tem registro, parece ter sido Gregório, o Grande, bispo da igreja de Roma no século VI. Entretanto, o Concílio de Nicéia, em 325, passou a reconhecer 3 bispados, como proeminentes: Roma, Alexandria e Antioquia, estes dois últimos, com os mesmos privilégios de Roma. Portanto, já é de se supor que Pedro NÃO foi o primeiro papa, como afirma-se pela dogmacia católica. Isto é possível de se afirmar diante de uma análise bíblica. A Bíblia não reconhece o papado como um cargo divino e cristão e ordenado por Cristo. Martinho Lutero, no Século XVI repensou a doutrina igreja, restruturando-a conforme uma lógica de cunho divino descrita segundo a Bíblia. Os concilios e bispos eram para comandar a igreja e Reis e Governantes, comandam o estado. A Tradição Católica Romana, na afirmação de que Pedro foi o 1º papa, por aproximadamente 25 anos, asseguram doutrinariamente que o súmo pontífice é o representante de Jesus Cristo, Sumo Sacerdote, na terra. Afirmam também que o papa é "a ponte" - ligação entre o homem e Deus, anulando o ministério e morte vicária de Cristo - entre nós e Deus e o vigário (substituto) de Jesus pelo Espírito Santo, assegurando com isto, o argumento de que o papa é chefe visível da igreja, enquanto Cristo é o chefe invisível. Adjacente a isto, some-se a infalibilidade do papa. Interessante, que todas estas figuras papais criam e excluem regras e importantes razões para diversas mitologias anti-bíblicas, como, por exemplo, a fixação de uma data para a Páscoa, pelo bispo Vitor, em 189-198. E, a grande e mais usada "sentença-chavão" de todas, para justificar que Pedro foi pedra, está em Mt. 16.18. Estêvão, bispo, usou esta mensagem para vencer uma disputa com Cipriano de Cártago, para recuperar a superioridade do bispo romano sobre todos os demais. Chegou-se ao absurdo dos absurdos, quando Gelásio I (492-496) defendeu o poder espiritual, representado pelo papa, tinha 'supremacia' sobre o poder secular. Leão V foi um papa assassinado por outro papa, seu sucessor, Sérgio III. Todas estas afirmações são contrárias às Sagradas Escrituras (IPe. 5.4; Jo. 14.6; ITm.2.5; ICo.3.11; Jo.14.16-18; Mt.24.23,24; Ef. 1.20.22; Rm.3.4; Mt.23.9-11; Mt.21.42; At.4.11; 12.1; IPe2.4-6). Segundo pesquisadores, a profecia de São Malaquias, bispo de Armagh no Século XII, de que  a Cátedra de Pedro seria presidida pelo Cardeal Simoncelli de Orvieto, segundo o dístico  "De antiquitate urbis". A evidência desta falsa profecia - que era 'indicada pelo Espírito Santo' - se consolidou com a eleição de papa do Cardeal Sfondrate, se tornou sem efeito e sem crédito. Cabe a cada um, segundo o que crê, aceitar ou não as condições propostas nesta reflexão. O que se pode afirmar com certeza é que o Papa não é um 'cargo' bíblico instituído por Deus, Jesus Cristo e nenhum outro dos Apóstolos até Paulo, que foi o último dos apóstolos de Cristo. Assim, hoje, os católicos se tornaram fanáticos mais pela igreja e figuras como a de um papa, do que pela razão mais essencial, que é Cristo e a salvação, que se dá mediante o conhecimento da Palavra, ainda conflitam com os protestantes, que são fincados na Palavra que condena as práticas anti-bíblicas, as quais, além de muitas linhas hereges no meio evangélico, dentro do cristianismo em geral, os católicos se inserem em muitos pontos. O atual papa, Francisco, eleito recentemente em 13-03-2013 no conclave, tem algumas particularidades: uma delas é o 'não cumprimento' de alguns rituais cotidianos, como roupas, sapatos e mais 13 pontos citados no jornal The Guardian de 13-03-13: Ele gosta de viajar de ônibus; vive há mais de 50 anos com um pulmão em funcionamento devido, quando jovem, ter removido o outro por conta de infecção; é filho de um trabalhador ferroviário italiano e de uma dona de casa; estudou e estagiou como um químico; é o primeiro papa não europeu da era moderna; afirma que a adoção por homossexuais é uma forma de discriminação contra as crianças, mas acredita que o preservativo "pode ​​ser permitido" para prevenir doenças; 2001, ele lavou e beijou os pés de pacientes com AIDS em um hospício; fala italiano fluente, assim como espanhol e alemão; Até agora, ele vive em um pequeno apartamento, evitando a residência de um bispo formal; disse aos argentinos que não viajem à Roma para celebrar sua posse, mas para dar o seu dinheiro aos pobres; é acreditado para ter sido o runner up-in (vice papa, ou ter ficado em segundo lugar) no último conclave papal em 2005, quando foi eleito Joseph Ratzinger, o agora Papa Emérito Bento XVI; Ele co-escreveu um livro, em espanhol, chamado "Sobre el Cielo y la Tierra" (No Céu e da Terra); Apesar de conservador em doutrina da igreja, ele criticou sacerdotes que se recusam a batizar bebês nascidos de mães solteiras        

Referências:
Teologia Sistemática - A Doutrina da Igreja;
Paulo Romeiro - O Papado - 15-03-2013 - Encontro Apologético
The Guardian - acessado em 16-03-2013 - http://www.guardian.co.uk/world/2013/mar/13/new-pope-thirteen-key-facts  


Dr. Dermeval Reis Junior
Estudioso em Teologia/Filosofia
e-mail: drj.fcr.epm@hotmail.com
twitter: @juniordermeval  

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Histórico sobre o 'papado' católico.

Existe grande controvérsia entre os historiadores sobre a história do papado durante o cristianismo primitivo, destacando-se a questão da veracidade do martírio de Pedro e Paulo em Roma; sobre a organização da Igreja Romana no século I e princípio do século II, e o exercício da primazia papal.

Alguns historiadores argumentam que Pedro nunca foi realmente a Roma, e que essa crença se originou somente mais tarde.[41][42] No entanto, outros estudiosos citando os documentos cristãos primitivos (mais proeminentemente, a descrição da morte de Pedro e Paulo em Roma nas cartas de Clemente em c. 96,[43][44]Santo Inácio de Antioquia em c. 107,[45]Dionísio de Corinto entre 166 e 176,[44] e Irineu de Lyon, em torno de 180 d.C.[46]) concluem que Pedro foi de fato martirizado em Roma.[47][48][49][nota 1]

Uma vez que no século I os termos “presbíteros e bispos” eram sinônimos usados para os líderes da igreja local[54][55] submetidos a um apóstolo;[56] muitos argumentam que no final do século I e até a metade do século II, a Igreja Romana não possuía uma organização monoepiscopal (um só Bispo como chefe da igreja local), mas uma forma colegiada de liderança,[41][54][57] sendo que o monoepiscopado começou somente mais tarde, e assim, originalmente o ministério papal não existia. No entanto, outros estudiosos discordam, defendendo que os apóstolos designaram seus sucessores na liderança das igrejas locais (originalmente também chamados de "apóstolos" e no inicio do século II, de “bispos”),[56] como por exemplo, Tito e Timóteo investidos por Paulo de Tarso, e nos escritos posteriores de Clemente de Roma,[58] Inácio,[59][60] e Irineu,[61] que prematuramente atestaram a sucessão linear de Bispos desde a época dos apóstolos.[56]

Alguns historiadores afirmam que os papas primitivos não possuíam direitos ou privilégios primaciais sobre a Igreja Universal, e que as igrejas locais eram independentes,[7] no entanto, uma vez que em muitas ocasiões os Bispos de Roma intervieram em comunidades locais, como Clemente I,[62] ou tentaram estabelecer uma doutrina vinculativa a Igreja Universal como Vítor I (sobre a controvérsia quartodecimana),[63] especialmente a existência de um forte vínculo jurídico entre os bispos primitivos, devido ao uso das "cartas e listas de comunhão", em que cada igreja local, possuía uma lista dos bispos em comunhão com a Igreja Católica, sendo decisiva a lista da Igreja Romana, e sua aprovação de comunhão,[64] a visão predominante entre os historiadores, é que a Sé e o Bispo de Roma possuíam nesse período uma proeminência em questões relacionadas aos assuntos da Igreja Católica,[13][48][62][65][66][67][68] mas esse papel se desenvolveu e se acentuou profundamente nos séculos seguintes, especialmente a partir do século V e após o XI.[57]. Eleição, morte e abdicação
Eleição
História

O papa originalmente foi eleito pelo clero e povo de Roma, com uma participação dos bispos das cidades próximas.[122] A partir de 1059, a eleição foi reservada ao Colégio dos Cardeais da Igreja Romana. O Papa Urbano VI, eleito em 1378, foi o último papa que não foi um cardeal no momento de sua eleição.[123] Tradicionalmente a votação foi conduzida por aclamação, por seleção (em comissão) ou por votação em plenário. A aclamação foi o procedimento mais simples, em que todos os eleitores presentes por unanimidade proclamam em voz alta o nome do candidato, e foi utilizada pela última vez em 1621. Quando um leigo ou não-bispo era eleito, ele recebia imediamente a consagração episcopal antes de assumir o pontificado. O Papa João Paulo II aboliu a votação por aclamação e por meio da seleção por comissão, assim, todos os papas serão eleitos por votação integral do Colégio dos Cardeais por cédula eleitoral.[124]

Até 1978 alguns dias após a eleição do papa, era realizada sua coroação, em que o papa era levado em procissão para a Basílica de São Pedro, na Sede gestatória, onde após uma solene missa pontifícia, o novo papa era coroado com a tiara e pronunciava pela primeira vez a bênção Urbi et Orbi ("para a cidade [de Roma] e para o Mundo"). Outra parte importante da coroação era quando um mestre de cerimônias ficaria de joelhos diante do papa, queimando uma mecha de estopa e dizendo três vezes consecutivas, em voz alta "Sancte Pater, sic transit gloria mundi!" ("Santo Padre, assim passa a glória mundana!").[125][126] Estas palavras serviam como um lembrete da natureza transitória da vida e das honras terrenas.

Durante a história, os papas foram em sua maioria italianos. Antes da eleição do cardeal polonês Karol Wojtyla como o Papa João Paulo II, em 1978, o último pontífice não-italiano foi o Papa Adriano VI da Holanda, eleito em 1522.[127] João Paulo II foi seguido pelo alemão Joseph Ratzinger, que escolheu o nome de Bento XVI, levando alguns a acreditar que a eleição de papas majoritariamente italianos acabou.
Procedimentos atuais
Ver artigo principal: Conclave

Os atuais regulamentos sobre a eleição pontifícia foram promulgados pelo Papa João Paulo II em seu documento de 1996 Universi Dominici Gregis. O período entre a morte de um papa e a eleição de seu sucessor é denominado de sede vacante ("sede vaga"). Durante a "sede vacante", o Colégio dos Cardeais, composto pelos conselheiros principais do papa e seus assistentes, é coletivamente responsável pelo governo da Igreja e do Vaticano, sob a direção do Camerlengo. No entanto, é proibido especificamente que os cardeais introduzam qualquer inovação no governo da Igreja durante este período. Qualquer decisão que exija o parecer do papa tem que esperar até sua eleição.[124]

A reunião de cardeais para eleger o papa é denominada de "conclave" (assim chamada porque os eleitores estão trancados cum clave [com chaves] até se eleger um novo papa), ocorrendo na Capela Sistina. Três cardeais são escolhidos por sorteio para coletar os votos dos cardeais eleitores ausentes (por motivo de doença), outros três para contar os votos e outros três para fiscalizar sua contagem. As cédulas são distribuídas e cada cardeal eleitor escreve o nome de sua escolha sobre ele e promete em voz alta que é "aquele que em Deus eu acho que deveria ser eleito" antes de dobrar e depositar seu voto em um prato em cima de um cálice grande colocado sobre o altar (no conclave de 2005 uma urna especial foi utilizada para este fim, em vez do cálice e do prato). O prato é então utilizado para que o voto caia no cálice, o que torna difícil para qualquer eleitor inserir cédulas múltiplas. Antes de ser lido, o número de votos é contado, enquanto ainda dobrado, se o número total de cédulas não corresponder ao número de eleitores, as cédulas são queimadas e uma nova votação é realizada. Caso contrário, cada voto é lido em voz alta pelo Cardeal camerlengo, que perfura a cédula com uma agulha e linha, amarrando todas as cédulas em conjunto, garantindo precisão e honestidade. Assim são realizadas votações contínuas até que um Papa seja eleito por uma maioria de dois terços.[5][nota 4]

Habemus Papam da eleição do Papa Martinho V (1415 a 1417) no Concílio de Constança.

Uma vez que os votos são contados e unidos, são queimados em um forno especial na Capela Sistina, com a fumaça escapando através de uma chaminé visível da Praça de São Pedro. As cédulas de uma votação indecisa são queimadas junto com um composto químico para produzir fumaça negra; quando a votação é bem sucedida, as cédulas são queimadas sozinhas, emitindo fumaça branca, anunciando assim a eleição de um novo papa. O Decano do Colégio dos Cardeais, em seguida, se dirige ao cardeal eleito perguntando: "Aceitas a tua eleição canônica para Sumo Pontífice?" Se ele responde "Accepto" (Aceito), ele se torna canonicamente papa naquele instante, caso ele rejeite, uma nova votação é feita.[5] Em seguida o Decano perguntará como ele quer ser chamado, e o novo pontífice então escolhe um nome papal para si.[5]

Os cardeais então se ajoelham e oferecem sua obediência ao novo papa, que em seguida é conduzido para a Capela Paulina para vestir a batina branca papal. Em seguida o Cardeal Diácono anuncia da varanda central da Praça de São Pedro a proclamação Habemus Papam. Ele então anuncia o nome de batismo do novo papa, juntamente com o novo nome papal.[5]. Abdicação

A abdicação do papa é possibilitada no cânon 332 §2 do Código de Direito Canônico e no cânon 44 §2 do Código de Direito Canônico das Igrejas Orientais. As únicas condições para a validade da renúncia são de que sejam realizadas livremente e manifestadas adequadamente.[133] O direito canônico não especifica qualquer indivíduo ou entidade a quem o Papa deve manifestar a sua abdicação, deixando, talvez, em aberto a possibilidade de fazê-lo à Igreja ou ao mundo em geral. Mas alguns analistas sustentam que o colégio de cardeais, ou pelo menos seu Decano, deve ser informado, já que os cardeais devem estar absolutamente convencidos de que o Papa renunciou para que possam proceder validamente para eleger seu sucessor.[134][135]

O exemplo mais conhecido de renúncia de um Papa é a de Celestino V em 1294. O último papa a renunciar foi Gregório XII em 1409. Em junho e julho de 2002 correram boatos de que João Paulo II poderia abdicar devido à sua saúde frágil,[136] no entanto ele refutou as especulações e faleceu como papa em 2005.
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Títulos
Ver artigo principal: Títulos do Bispo de Roma

Os títulos do bispo de Roma constituem um direito de honra e não são considerados divinamente instituídos, tendo se modificado no curso da história,[7] sendo sua lista oficial, ditadas pelo Anuário Pontifício em 2009 como: “Bispo de Roma, Vigário de Jesus Cristo, Sucessor do Príncipe dos Apóstolos, Sumo Pontífice da Igreja Universal, Primaz da Itália, Arcebispo Metropolitano da Província Romana, Soberano do Estado da Cidade do Vaticano, Servo dos Servos de Deus”.[137]

No entanto, a lista oficial dos títulos não inclui todos os que são usados; bem como, durante a história, os papas portaram diversos outros títulos, às vezes por séculos, e em algum momento foram abandonados.
Papa

O termo "Papa" é o título mais famoso e associado ao Bispo de Roma, sendo usado no protocolo, documentos e assinaturas. Desde o início do século III o título era utilizado como uma expressão de afetuosa veneração tanto para o Bispo de Roma, quanto para os outros bispos do Ocidente.[49] No Oriente inicialmente era usado para sacerdotes,[7] e posteriormente é reservado apenas para o Patriarca de Alexandria.[49]

No fim do século IV a palavra Papa aplicada ao Bispo de Roma começa a exprimir mais do que afetuosa veneração, tende a tornar-se um título específico,[138] tornando-se no século VI firmemente associada aos bispos de Roma,[138] até que no século XI, passa a ser utilizada somente por eles.[7] O termo "papado" (papatu), origina-se apenas em torno do século XII, para referir-se exclusivamente ao sistema eclesiástico governamental do papa.[139]
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Fonte: http://dicionario24.info/Papa acessado em 11-02-2013.


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↑ "Since, however, it would be very tedious, in such a volume as this, to reckon up the successions of all the Churches, we do put to confusion all those who, in whatever manner, whether by an evil self-pleasing, by vainglory, or by blindness and perverse opinion, assemble in unauthorized meetings; [we do this, I say,] by indicating that tradition derived from the apostles, of the very great, the very ancient, and universally known Church founded and organized at Rome by the two most glorious apostles, Peter and Paul; as also [by pointing out] the faith preached to men, which comes down to our time by means of the successions of the bishops. For it is a matter of necessity that every Church should agree with this Church, on account of its pre- eminent authority, that is, the faithful everywhere, inasmuch as the apostolical tradition has been preserved continuously by those [faithful men] who exist everywhere." ("Uma vez, que no entanto, seria muito tedioso, em um volume como este, somar as sucessões de todas as Igrejas, que põem em confusão todos aqueles que, de qualquer maneira, seja por uma má auto-satisfação, por vaidade, ou por cegueira e perversão, montam reuniões não autorizadas; indicando que a tradição derivada dos apóstolos, dos muito grandes, dos muito antigos, e universalmente conhecida na Igreja fundada e organizada em Roma pelos dois mais gloriosos apóstolos, Pedro e Paulo, como também [apontando], a fé pregada aos homens, que vem para o nosso tempo por meio da sucessão dos bispos. Pois é uma questão de necessidade que cada Igreja deve concordar com esta Igreja, em virtude da sua pré-eminente autoridade, isto é, os fiéis em toda parte, na medida em que a tradição apostólica foi preservada continuamente por aqueles [homens fiéis] que existem em toda parte") read online Adversus Haereses (Book III, Chapter 3)
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↑ Church History: Thomas Cranmer.
↑ Notas de John Wesley ao Novo Testamento (1754) (Igreja Metodista)
↑ Uma Breve História do Mundo. Geoffrey Blainey. Pág.: 187-188 e 190. Editora Fundamento. ISBN 85-88350-77-7.
↑ [Igreja Episcopal][2]
↑ CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER (1647) (em português).
↑ A Confissão de Fé Batista de Londres de 1689.
↑ Bula EXSURGE DOMINE do Sumo Pontífice Leão X, sobre os erros de Martinho Lutero 15.06.1520 (Ouvi nossas preces, pois raposas avançam procurando destruir a vinha em cujo lagar só Vós tendes pisado. Quando estáveis perto de subir a vosso Pai, entregastes o cuidado, norma e administração da vinha, uma imagem da igreja triunfante, a Pedro, como cabeça e vosso vigário e a seus sucessores. O javali da floresta procura destruí-la e toda fera selvagem vem devastá-la. Erguei-vos, Pedro, e realizai o serviço pastoral divinamente confiado a Vós, como já dito. Prestai atenção à causa da santa Igreja Romana, mãe de todas as igrejas e mestra da fé, que Vós por ordem de Deus santificastes com vosso sangue. Bem que avisastes que viriam falsos mestres contra a Igreja Romana, para introduzir seitas ruinosas, atraindo sobre eles rápidas condenações. Suas línguas são de fogo, mal incansável, cheias de mortal veneno.). Paroquias.org. Página visitada em 2010-06-02.
↑ Seventh-day Adventist Bible Commentary ed. Francis D. Nichol (Washington, D.C.: Review and Herald, 1957). Commentary on Revelation 13:18 in vol. 7, p823–24
↑ Roma Ainda é Babilônia? O Poder Papal ainda é a Besta do Apocalipse?
↑ abc Terra, 14 de março de 2004. Pontificado de João Paulo II é o 3º mais longo
↑ O recordista..
↑ Pope Leo XIII. Catholic Encyclopedia; New Advent. Página visitada em 2011-01-09.
↑ Pope Pius VI. Catholic Encyclopedia; New Advent. Página visitada em 2011-01-09.
↑ Pope Adrian I. Catholic Encyclopedia; New Advent. Página visitada em 2011-01-09.
↑ Pope Pius VII. Catholic Encyclopedia; New Advent. Página visitada em 2011-01-09.
↑ Pope Alexander XIII. Catholic Encyclopedia; New Advent. Página visitada em 2011-01-09.
↑ Pope St. Sylvester I. Catholic Encyclopedia; New Advent. Página visitada em 2011-01-09.
↑ Pope St. Leo I (the Great). Catholic Encyclopedia; New Advent. Página visitada em 2011-01-09.
↑ Pope Stephen II. Catholic Encyclopedia; New Advent. Página visitada em 2011-01-09.
↑ Pope Urban VII. Catholic Encyclopedia; New Advent. Página visitada em 2011-01-09.
↑ Pope Boniface VI. Catholic Encyclopedia; New Advent. Página visitada em 2011-01-09.
↑ Pope Celestine IV. Catholic Encyclopedia; New Advent. Página visitada em 2011-01-09.
↑ Pope Theodore II. Catholic Encyclopedia; New Advent. Página visitada em 2011-01-09.
↑ James A. Sheppard, "Sylvester III, Pope," New Catholic Encyclopedia (Detroit 2003) 13:659.
↑ Pope Sisinnius. Catholic Encyclopedia; New Advent. Página visitada em 2011-01-09.
↑ Pope Marcellus II. Catholic Encyclopedia; New Advent. Página visitada em 2011-01-09.
↑ Pope Damasus II. Catholic Encyclopedia; New Advent. Página visitada em 2011-01-09.
↑ Pope Pius III. Catholic Encyclopedia; New Advent. Página visitada em 2011-01-09.
↑ abcdefghijklmn Lista contendo todos os papas. Rainha Maria. Página visitada em 29 de janeiro de 2011.
↑  "Pope St. Damasus I" na edição de 1913 da Catholic Encyclopedia (em inglês)., uma publicação agora em domínio público.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Documentário- Bolsa Família

Considero impossível, tratar como imparcial, uma questão de suma importância como esta, a questão social, dependente de recursos míseros de um governo comunista e miserável, que apoia o capitalismo selvagem de uma sociedade insana, que desvalorizou valores morais e éticos em troca de apoio vermelho. Ficou claríssimo, que os recursos miseráveis e indignos que o esdrúxulo governo vermelho oferece aos que possuem baixíssimo grau de instrução. A importância deveria ser dada não à oferta financeira, mas às oportunidades que podem surgir, tanto no campo da instrução quanto no campo de trabalho. Ademais, para o governo, país rico é país sem pobreza, com um programa de 'bolsa miséria' totalmente ineficaz em suprir necessidades mínimas. Só para comparar, uma benefício de R$60,00, quando o salário mínimo é em torno de R$600,00. O que se pode fazer com isso??? Comprar 5 pães (equivalente a R$2 reais/dia = R$60,00) e um litro de leite (equivlente a R$2,69/dia = R$80,70)  todos os dias, para 5 pessoas, custa R$140,70/mês. Equivale a dizer que, dois filhos cadastrados no programa Bolsa Família, recebe R$120,00/mês, e não consegue manter 30 dias de pão e leite, em quantidades mínimas diárias.


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

BRASIL, "bRASIL, brasil, Brazil"!!!

Quero aqui, deixar uma reflexão, usando letras de música popular brasileira de grandes intérpretes e compositores, que nos levam a pensar sobre nós, nosso país e principalmente, sobre nossa participação na sociedade, em prol do progresso. Óbvio que que o lema de nossa bandeira, "Ordem e Progresso", de verdade, é somente uma simbologia. A verdade é que, hoje (19-11-2012), dia da Bandeira, estamos em plena e franca "desordem e regresso", o que é, em uma analise teórico científica, perfeitamente explicado pela 2ª Lei da Termodinâmica, se fosse o caso. Tamanha é a hipocrisia do Estado, que faz vistas grossas para determinados fatos e se aplicam vigorosamente em outros de menor importância. A Constituição Federal já estabeleceu de maneira irrevogável sobre os direitos civis dos relacionamentos em diversas esferas das pessoas com o Estado e para com os diversos nichos sociais. Por exemplo: não é, e nunca foi necessário estabelecer uma lei que complemente as questões raciais. Entretanto, por conta da 'não conscientização' das pessoas, isto é, por 'falha' do Estado na introdução correta de políticas adequadas sobre a formação intelectual e ética dos indivíduos, hoje o parlamento brasileiro se aplica em criar 'lei da lei', ou lei que regule a lei, e assim por diante. Ora, já é irrevogavelmente estabelecido na Constituição, que TODOS são iguais - ponto. Fica, então, difícil compreender, tais práticas, tais políticas e a aceitação de tudo. Usam lei que regula a questão racial, para, nos mesmos moldes, estabelecer uma lei para as uniões homoafetivas. Agora, em plena 2ª década do Século XXI, o Ministério Público aventou a possibilidade de retirar das notas de Real a frase "Deus seja louvado", alegando ato de laicidade. Ótimo! Seria plenamente justo, para com a Constituição e para com o Estado Laico de Direito, que, o mesmo Governo, hipócrita, banisse também, todos os feriados santos e religiosos! É Justo, usando 'mesmo peso, mesma medida'.  Quem é mais hipócrita: o Governo, que faz vistas grossas ou, o povo, que é contrariado, mas por medo, adere? 
Será que o vamos ter que ser 'tolerantes' à tolerância à corrupção, e, até quando? Violência??? Há quem afirme veementemente, usando um discurso 'matemático', para a população, de que não há com o que se preocupar, pois tudo esta sob controle, mas o que estamos assistindo, de camarote é a falência da autonomia do Estado em questões pró-humanistas, quando estamos vivendo o ápice da desmoralização ética, cívica, moral e política do país "...E o contrabando/E um bando de gente/Importante envolvida.../Juram que não/Torturam ninguém/Agem assim/Pro seu próprio bem..." (Alvorada Voraz - RPM).  Será que vamos ficar calados para sempre, ou será que votaremos a gritar " Brasil, mostra sua cara/quero ver quem paga/pra a gente ficar assim..." (Brasil - Gal Costa). Fica sempre a pergunta: " ...Que país e esse...?" E até quando vamos ter que ver, ler e ouvir que há, "Nas favelas, no Senado, sujeira pra todo lado/ ninguém respeita a Constituição/mas todos acreditam no futuro da nação..."? (Que País é Esse - Renato Russo/Legião Urbana). Talvez, estejamos sempre, nós, omissos também, em ficarmos inertes. Nossa atitude é sempre aderir à filosofia  de seguir "Caminhando e cantando/e seguindo a canção..." (Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores - Geraldo Vandré), mas nos esquecemos de que podemos dizer pra nos mesmos: "aprendi a dizer não" (Disparada - Geraldo Vandré), em meio a um país de miséria imperante, "...Pelos campos há fome em grandes plantações..."(Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores - Geraldo Vandré). Qual país é este? Que bRASIL é este?  É um 'brasil' com 'b' minúsculo, onde a imponência está nos discursos e na propaganda pró-Estado. É o 'brasil' da Copa, do futebol...mais ainda, é o Brasil da "...miséria, miséria em qualquer canto/riquezas são diferenças..." (Miséria - Titãs). Brasil onde a segurança tem valores inversos e não existe a "...Polícia para quem precisa..." (Polícia - Titãs), onde existe sim, um governo moderno que humilha e execra seu povo, como se fosse "...homem primata..." vivendo em numa "...selva de pedra..." e sendo oprimido pelo "...capitalismo selvagem" (Homem Primata - Titãs). O Estado, como se se compadecesse de nós, nos oferece paliativamente, um "...alivio imediato...", mas continuamos nos escondendo em nosso país, teoricamente, "O melhor esconderijo...", mas onde há "...a maior escuridão..." que "...já não servem de abrigo..." e, tampouco, "...já não dão proteção..." (Alívio Imediato - Engenheiros do Havaí). O fato é que, ainda, continuamos no Brasil, onde há sujeira pra todo lado, mas, ainda pior, onde silenciosamente, hoje temos que gritar: BRASIL, "...a tua piscina tá cheia de ratos/tuas ideias não correspondem aos fatos..." (O Tempo Não Para - Cazuza). "Brazil zil zil zil zil..."

Artigo escrito por: Dermeval Reis Junior
EMAIL/MSN: drj.fcr.epm@hotmail.com

terça-feira, 2 de outubro de 2012

POR QUÊS DA VIDA

Fazendo uma simplória análise de algumas questões pertinentes à tolerância e à pluralidade, sob aspecto social, na era PT é possível tirar algumas conclusões, um tanto óbvias, usando o mesmo peso e a mesma medida. O governo se julga pluralista, isto é, a favor de liberdade plena a todas as pessoas, independente de sua cor, raça, opção sexual ou religiosa. Pois bem, é notório que a polêmica criada em torno do PL 122, que é conhecido como 'lei da homofobia', ficou muito bem caracterizada, tanto para o lado parlamentar concernente ao governo PTista e as classes ativistas favoráveis ao tal projeto de lei, quanto para os grupos contrários, que, de verdade, agrupam cristãos e conservadores de direita. Há de se mencionar, também, que já em várias pesquisas divulgadas, embora muito se mantiveram em silêncio, de fato, a sociedade é, em maioria, contrária a aprovação da tal projeto de lei.  O PT, desde que Marta foi prefeita de São Paulo, iniciou o processo de oferecer a grupos minoritários de preferencia homoafetiva, liberdades de manifestações afim de que, não sei porque, fossem "reconhecidos". Ora, A sociedade sempre viveu em harmonia dentro dos princípios morais nos diferentes grupos, durante muitas e muitas décadas. Com o advento da modernidade, ficou bem evidente que a ideologia ('socialista') comunista sob a qual todos os partidos de esquerda são formados, estava começando a permear os limites do natural, comum e do normal. Como se não bastassem, romperam as barreiras sociais do respeito mútuo, que havia naturalmente dentro da sociedade e iniciaram um processo de cobrança da sociedade, por um "reconhecimento". Afinal, que reconhecimento??? Todos nós, somos, diariamente expostos em todos os lugares, gente com gente, de todas as raças, cores, religiões e  gêneros. Todos sempre se respeitaram. Todos os casos de violências sempre foram profundamente investigados. Então, o negro, que venceu a luta pelo preconceito racial, agrupou-se em instituições em defesa e manutenção destes direitos, que, merecidamente estão garantidos irrevogavelmente na Constituição Federal de 1988. Aliás, fazendo jus à todas as classes sociais, este mesmo artigo da Lei constitucional, estende as mesmas garantias de direitos à qualquer outra classe social, mesmo àquelas que nem existem, e que por ventura possam vir a serem criadas. Sendo então, o regime legal do Brasil, como Estado Laico, onde o que define e rege tudo é a lei, ora, façamos nosso dever como cidadãos, estamos regulados, devidamente, pela lei. Ela então, passa a ser o peso e a medida reguladora da sociedade. Como se não bastasse, então, na era Lula-PT, uma deputada petista, criou o PL 122 que regulamenta uma lei que favorece um grupo, minoritário, já regulado pela Carta Magna, em detrimento de toda a sociedade, com um texto que passa a sobreposição de vários pontos da Constituição Federal, portanto, ferindo-a, de maneira direta, inclusive de maneira incabível  pois a Constituição é, nestes artigos reguladores da ética moral e sociedade, de caráter irrevogável. Lula, permite, nos seus oito anos de governo e implantação comunista, que o projeto seja infiltrado no Congresso Nacional. Sim, digo infiltrado, porquê toda a cúpula esquerdista da base governista é ciente de que há uma massa avassaladora contra. Este projeto, usa como base, a lei antirracial, que é uma outra estratégia de poder fazer perpetuar o tal PL dentro do Congresso. Oitivas e mais oitivas foram postas em plenário da Comissão de Direitos Humanos do Congresso Nacional, por anos a fio, até que, Marta é eleita Senadora da República e, sem vacilar, retira o tal PL da gaveta e inicia-se, então toda a ressuscitação da polêmica em torno do assunto. Ora, consideremos que, ante a isto, agora, tudo o que torna alguém à exposição, é razão para ser submetido a juri por ter cometido um crime contra direitos humanos. Bom, o fato é que, em suma, o governo esquerdista, PT e seus comunistas, Lula, Dilma, entre outros, querem um estado pluralista. Mas, para isto, não querem que a sociedade seja conscientizada disso, mas querem impor ditocraticamente o ideal comunista (socialista). Então, para isto, estão reformulando e criando e aprovando leis e projetos para modificarem a Constituição Federal, e hoje, até conseguiram infiltrar na suprema corte, juízes aliados. Assim, olhou para uma pessoa gorda ou com qualquer outro problema ou não, é Bullying; olhou torto para uma pessoa que tem relacionamento ou não homo afetivo, é homofóbico; tem um filho que vai nascer com uma pequena parte do cérebro, é induzida a aborto; educar filhos, só com o que o governo determinou, pois os métodos de antigamente, agora é crime. O governo PTista é um governo pluralista que ultrapassa limites morais em todas as esferas sociais, rompe com o sossego e com  harmonia dentro da sociedade. Inverteu os valores morais, trocaram o salutar pelo insalubre. Admitem todo tipo de imoralidade, contudo, não admitem que possamos exercer nosso direito de cidadão, garantidos pela Constituição. Por que, o país da COPA deixa tanta gente com fome??? Por que, o país da COPA, envia dinheiro à CUBA e se associa com a China, dentro das relações de política internacional??? Por que, o país da COPA dá um mísero bolsa-família para gente que precisa trabalhar e sair da zona de conforto??? Por que o país da COPA insiste em deixar as favelas ao léu, incendiando, expondo inúmeras famílias ao relento??? Por que o país da COPA estimula o consumo de um povo que está sendo consumido pelo trabalho e pela inflação??? Porque o país da copa, dá um valor para o salário mínimo de 1/3 menor do que o 'bolsa reclusão', per capta, para filhos de presos??? Por que o país da COPA insiste em manter diálogos com os piores ditadores atuais, como Chavez, Moralez, Castro e Ahmadinejad??? Por que o país da COPA quer a liberdade de impor seus feitos onde se apregoa a democracia e esta, na prática não é nem de longe, exercida pelo povo??? Por que, por que, por que?

Dermeval Reis Junior
@juniordermeval
drj.fcr.epm@hotmail.com

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A SÚMULA DA INDIGNAÇÃO

Atualmente, tenho me surpreendido com os acontecimentos, quando olho para nosso cenário social. Na política, a cada dia mais, escândalos são explicitados de maneiras cada vez mais ousadas, mas, mais profundamente indignante, cada vez mais desrespeitosas. Os resultados dos últimos 30 anos dos novos gestores políticos e das novas gerações estão sendo refletidas agora. Provas? Bom, até os animais estão cientes disto! Tal fato se consagra diante do histórico julgamento na suprema corte do país, o famoso e polêmico 'mensalão'. Duas coisas estão ainda, atreladas a isto: (1) a Educação e, (2) a qualidade dos nossos Ministros do Judiciário.Na educação, estamos sofrendo com o péssimo nível de ensino, pelo qual o país atravessa. Não há incentivo do governo, de forma alguma. Tal fato levou professores de mais de 60% das universidades do país à greve. A falta de investimento em educação, também quer dizer investimento no corpo docente do país. Ouvimos há tempos, lamentavelmente, o Governador Geraldo Alckmin, dizer à imprensa que, se o professor quiser ganhar bem, que opte por lecionar no ensino do setor privado. Ora, por ser 'tucano' e carregar a má fama de fazer parte do grupo que mais privatizou no país, não é impactante que ele, um tucano, mencione isto. Aliás, é uma forma de 'reforçar' a ideologia do partido tucano, o qual é membro. É lamentável que haja ideologias que deixem a educação jogada às traças, num canto, empoeirando, enferrujando. Isto, mostra claramente, que não estão dando a mínima para a sociedade ter uma progressiva massa de intelectualização iminente no país, mas, mostra que querem deixar esta sociedade, néscia e incauta. Os que se sobressaem, ou parte deles, que, são minoria, são sofredores que atingem algum grau de colocação profissional, qualificado ou não, diplomado ou não, 'vendendo o almoço para comprar o jantar', no linguajar vulgar. Quanto ao judiciário, é lamentável, que as cabeças que proferem as sentenças estejam influenciadas pelas inúmeras popularidades e modismos da pós modernidade, se esquecendo que os valores éticos e morais são os reguladores e guias na atribuição conceitual de suas interpretações, cujas sentenças são determinadas. Tive aflorada, minha indignação, quando ouvi alguns Ministros do STF usarem poemas de contexto erótico e erógenos, que arremetem à sensualidade, para julgarem processos, já que a Lei não foi capaz de 'convencer', nem as partes processuais, nem a cabeça dos sentenciadores, num país onde é, constitucionalmente estabelecido que a nação é regida pela lei, o que caracteriza o Estado Laico. O pior, após este lamentável ocorrido no STF, é ter que nos 'calarmos' diante da clara situação em que, um dos juizes, Ministro do STF, foi indicado pela Presidente da República, foi advogado do partido da Presidente, do ex-presidente antecessor e fez parte da assessoria da Casa Civil, por conta de ter influências com um dos 'grandes' do mesmo partido político. De fato, para ser um juíz a ocupar um cargo de Ministro da Suprema Corte, um dos pré-requisitos mais importantes é ter 'notório saber'. Aí, neste ponto, minha indignação atinge o auge: este juíz, indicado, praticamente pelo partido ao qual advogou, foi reprovado em 2 concursos de nível estadual, o que, demonstra que ele, de forma alguma tem o pré-requisito indispensável, o Notório Saber!!!! Obvio, este ministro selou, com chaves de ferrugem, um voto contra a sociedade brasileira, absolvendo os componentes principais, os réus do mensalão. Na esfera religiosa, minhas crescentes indignação e preocupação são intensas. São notórias várias qualificações, principalmente no meio cristão protestante. Líderes surgindo em cada esquina, com discursos sedutores aos fracos. A hipocrisia sendo cada vez mais evidente e eficaz. Líderes despreparados, desapegados da sã doutrina, que observam o mercantilismo em nome de DEUS, numa concorrência mortal. As vistas grossas das autoridades quanto às graves situações das periferias das grandes cidades. O governo incentivando o consumismo, o povo se endividando, os índices de educação caindo, os de desemprego, amentando, junto com o de inadimplência. Que vida é esta? Quem estamos colocando para nos governar? Ou seria, para nos 'escravizar'? 

Dr. Dermeval Reis Junior
Pesquisador em Medicina
Estudioso em Filosofia/Teologia
e-mail: drj.fcr.epm@hotmail.com

sexta-feira, 15 de junho de 2012

POBRE DE NÓS

O que tem sido visto no Brasil, nos últimos 10 anos, durante toda a regência facista do governo do PT, por meio do Lula e da Dilma, é algo estarrecedor. Escândalos de corrupções em série, "serial corrupters", tanto na gestão Lula quanto na gestão Dilma. Ofertas de auxílio financeiro internacional têm sido propostas pela atual gestão, enquanto a camada pobre, continua pobre. Há uma exorbitante diferença entre o tipo de alimento oferecido aos presidiários e o oferecido aos estudantes. O alimento dos presidiários é muito mais nutritivo, enquanto o das escolas não passam de uma verdadeira 'gororoba'. Como se não bastasse isso, o governo criou programas de 'auxílio' chamados 'bolsas'. Até nestes programas, o presidiários têm vantagens, pois há uma espécie de auxílio que é oferecido pelo governo, por filho, do presidiário, enquanto que os demais auxílios do programa é para a família e, diga-se de passagem, mal dá pra manter a dispensa com itens básicos de alimentos, durante o mês. O governo tem aplicado profusão em melhoras na economia brasileira, sim, mas só na direção do consumismo. Não há ofertas balanceáveis que permitam maior aquisição dos recursos, para que o consumismo se torne seguro. Não, o que o governo oferece é linhas de crédito a baixas taxas de juros e expõe a maioria à compromissos financeiros a prazos longos, sem dar garantias de que sua estabilidade profissional também terá o mesmo prazo, em segurança, afim de manter um ajuste justo. O pensamento do PT é acabar com os recursos do brasileiro, esgotanto, paulatinamente...trabalham sempre com o velho dito popular: 'abrem um buraco para tapar outro'. Lula deu sinais de 'afinidade' ao Irã, à Bolívia, à Venezuela, ampliou as relações com a China. Dilma, deu sinais de afinidade com Cuba. Agora, parece que há uma espécie de acordo, e diga-se de passagem, muita coisa em segredo, o que me faz pensar em 'sociedades secretas'. Dilma não consegue firmar alguns acordos na China, Cristina Kirchner sofre, ao mesmo tempo, algumas represálias na Argentina, enfim, acho que houve alguma 'estação fora de sintonia', não divulgada, não comentada. O Brasil vive, segundo publicam, falam, defendem, a maior e melhor fase da 'liberdade de imprensa', isso porque o jornal O Estado de São Paulo está censurado pela família Sarney há mais de 2 anos. Democracia mesmo? Liberdade de imprensa mesmo? Onde? Não fosse só isto, Lula planejou e divulgou o famoso PNDH-3, que, pelo seu conteúdo, é o maior projeto de destruição dos valores morais e éticos de uma sociedade, em todos os sentidos. Este projeto de destruição vem sendo paulatinamente aprovado, item a item, mostrando que a Constituição Federal, que é de caráter irrevogável, têm sido rasurada, rasgada e ignorada, por uma 'ditadura democrática' de expressão. Eu chamo de 'AI-6', o primeiro Ato Intitucional da democracia ditatorial opressora do PT, após o AI-5, da ditadura militar. Neste programa, PNDH-3, reza que todos os valores sociais estão sendo invertidos de forma bizarra, calando a boca da sociedade, obrigando-a a concordar, por força de lei, com aquilo que moralmente é impossível de se haver concordância, legalizando drogas, atos espúrios, como aborto, desnaturalizando radicalmente os relacionamentos afetivos e impondo uma política de 'lavagem cerebral' desde o grupo escolar, desta política, às crianças, para que tenham uma formação bizarra e seus conceitos sejam pré-estabelecidos e sejam inseridos no eu caráter intelectual em formação. Tudo isto, é o início de degeneração da sociedade, cuja base é a família. Estão incutindo na formação intelectual a política 'antiteocêntrica'. Isto, 'per se' já é uma forma de contradizer todo o plano democrático e 'preconceitualizando' valores sociais culturais naturais. O PT quer modificar a natureza, dentro dos valores morais e éticos, estabelecendo uma política contrária a tudo o que é natural, normal e benéfico, considerando tudo isto desnecessário e mostrando que os valores contrários são necessários, normais e benéficos, por conta de uma política de 'liberalidade libertina'. Pobre de nós.

Dr. Dermeval Reis Junior
Estudioso em Filosofia e Teologia
Cientista em Medicina.

Twitter: @juniordermeval

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA.

ESTE ESTUDO FOI REPRODUZIDO, PORTANTO, COM A DEVIDA CITAÇÃO DA FONTE, NA SUA ÍNTEGRA, APÓS O TEXTO. 

 
O nome que a Bíblia Hebraica usa para denominar “páscoa” é "pesach". Com a palavra "pesach" o texto bíblico quer significar duas coisas: o ritual ou celebração da primeira festa do antigo calendário bíblico (Ex 12.11,27,43,48);
a vítima do sacrifício, isto é, o cordeiro pascal (Ex 12.21; Dt 16.2,5-6).
Na Bíblia, o nome de uma pessoa ou instituição é sempre um dado importante para se conhecer o que eles são e o que representam. O nome não é um simples rótulo, uma etiqueta ou uma fachada publicitária, mas ele exprime a realidade do ser que o carrega e representa. Assim é o nome “páscoa”.
O substantivo pesach/páscoa vem da raiz verbal psh que aparece três vezes nos relatos pascais (Ex 12.13,23,27; ler também Is 31.5; 1 Rs 18.21,26). Assim, o verbo pasah passar por cima, saltar por cima é o significado que prevalece nos usos deste termo pelos escritores e escritoras da Bíblia. O Prof. Luiz Roberto Alves assim definiu o termo pesach/ páscoa: “O verbo que dá base ao substantivo pesach tem o sentido de salto, movimento, caminhada, travessia. Todas as palavras têm história e essa história corresponde às ações dos homens e mulheres. Os hebreus juntaram à idéia do pesach vários acontecimentos ligados à idéia de travessia” (Expositor Cristão, 2a. Quinzena, 1984,p. 12). 

A origem da Páscoa 

Falar de origem da Páscoa é entrar no campo das suposições, pois não há dados suficientes que ajudam a esclarecer sobre essa celebração no período pré-mosaico. Todavia, os textos do Antigo Testamento fornecem indicações que a Páscoa, em suas origens, foi um ritual ou cerimônia que incluía as seguintes características:
a) O ritual era realizado no seio da família ou clã; não tinha altares, santuários e sacerdotes ou qualquer influência do culto oficial;
b) Era celebrado por pastores nômades ou seminômades;
c) O ato central desse ritual era o sacrifício de um jovem animal do rebanho de cabras ovelhas;
d) A cerimônia ocorria no fim da primavera e início do verão (mês de abril), numa noite de lua cheia;
e) O ritual da celebração pascal incluía as seguintes etapas:
- Retirava-se o sangue do animal,
- Ungia a entrada das cabanas com o sangue do animal,
- Assava a carne do animal,
- Com a carne assada, fazia um grande banquete para a família reunida,
- O banquete oferecido incluía a presença de pães ázimos ou asmos, ervas amargas nascidas no deserto,
- A celebração da Páscoa exigia dos participantes desse ritual as seguintes
posturas:
Ter uma atitude de marcha e pressa,
Usar vestimenta para viagem,
Ter as vestes amarradas na cintura,
Atar as sandálias nos pés,
Ter o cajado de pastor na mão.
f) Parece que o objetivo dessa cerimônia era pedir proteção divina, para a família e o seu rebanho de animais menores contra o exterminador (no hebraico, maxehit – Ex 12.13, 23) ou saqueador, bando de destruição (1 Sm 13.17; 14.15; Pr 18.9). O exterminador maxehit pode ser qualquer tipo de agressor, desgraça, enfermidade, peste ou acidente que poderia ocorrer com qualquer membro da família ou os seus animais.
g) Provavelmente, esse ritual foi celebrado por Abraão, Isaac e Jacó, pois eles eram pastores. A cada ano, na primavera, quando o vento quente do deserto, anunciando o verão, atingia e queimava as parcas pastagens das ovelhas, os pastores, suas famílias, bem como os seus rebanhos eram obrigados a buscar outros lugares para dar de comer as suas ovelhas.
A Páscoa celebrada pelos israelitas: da sedentarização até o início da Monarquia (1200 – 1040 a.C.). Evidentemente que o sistema de vida dos israelitas mudou substancialmente após a chegada a Canaã. 
a) O povo israelita deixou de ser semi-nômade e deu início ao processo de sedentarização. Paulatinamente, o povo foi se tornando agricultor, embora parte dele continuou na vida pastoril, especialmente, as clãs que permaneceram vivendo nas localidades periféricas do território da terra de Israel.
b) Ao se fixar nas terras agrícolas, os israelitas aproximaram-se dos cananeus. Foi aí que o povo do êxodo conheceu algumas festas relacionadas ao mundo agrícola. Entre essas instituições estão as festas agrícolas, como Ázimos, Semanas e Colheitas.
c)Foi nesse período de difícil adaptação que se dá a integração da Festa dos Pães Ázimos e a Páscoa. As duas celebrações ocorriam no mesmo período.
d) No período entre a chegada do povo israelita à Canaã e a sedentarização ocorreu uma profunda transformação no significado da Páscoa.
O conteúdo e a forma da cerimônia da primitiva da Páscoa já não respondem as condições de vida atuais do povo israelita. Exigiam-se modificações. Apesar da Páscoa manter boa parte de seu antigo ritual, o povo israelita procurou encontrar outros motivos para a celebração. A cerimônia continuou a ser celebrada em família, mas a Páscoa deixou de ser um ritual ligado à troca de favores divinos, para tornar-se uma memória da ação de Deus, salvando o povo hebreu da escravidão. 
e) O mais primitivo ritual da Páscoa encontra-se em Êxodo 12.21-28.

Estudo Bíblico: Ex 12.21-28

I. Instrução de Javé para Moisés e Aarão – v. 21-27a.
1. Introdução: Moisés convocou todos os anciãos de Israel e disse-lhes:
2. A instrução para a missão de Moisés e Aarão – v. 21b-27a.
2.1. Instruções para a Páscoa – v. 21b-22
Tirai, 
Tomai um animal do rebanho segundo as vossas famílias e
Imolai a Páscoa.
Tomai alguns ramos de hissopo,
Molhai-o no sangue que estiver na bacia, e
Marcai a travessa da porta e os seus marcos com o sangue que estiver na bacia;
Nenhum de vós saia da porta de casa até pela manhã

2 – Razão para celebrar a Páscoa – v. 23

e Javé passará para ferir os egípcios;
e quando Ele vir o sangue sobre a travessa,
e sobre os dois marcos,
Ele passará adiante dessa porta,
e Ele não permitirá que o exterminador entre em vossas casas para vos ferir.

3 – Ordem para a celebração da Páscoa – v. 24-25

Observareis esta determinação como um decreto para vós
e para vossos filhos, para sempre.
Quando tiverdes entrado na terra que Javé vós dará, como disse,
Observareis este rito.

4 – Explicação sobre a festa e o significado no nome ´páscoa` – v. 26-27a.

Quando vossos filhos vos perguntarem: “Que rito é este?”
Respondereis:
“É o sacrifício da Páscoa para Javé
que passou adiante das casas dos filho
Então o povo se ajoelhou
e se prostrou.
Foram-se os filhos de Israel
e fizeram isso, como Javé ordenara a Moisés e a Aarão,
assim fizeram.

Comentando:

A forma literária com a qual este ritual foi elaborado é perfeita.
Primeiro, o texto mostra Moisés convocando os anciãos do povo, a mando de Javé (conforme Ex 12.1), para preparar a festa da Páscoa (v. 21b-22).
Segundo, Moisés instrui, com detalhes, os anciãos para preparar os elementos que comporiam o ritual (v.21b-22).
Terceiro, Moisés fornece as razões para aquele ritual, bem como o uso do sangue de uma ovelha e o hissopo (planta aromática – Nm 19.6; Sl 51.9): o motivo da festa é afugentar o medo do vento exterminador que ameaça as casas do povo hebreu (v. 23).
Quarto, a ordem para celebrar a Páscoa tem uma dimensão profética. A Páscoa vai além da contagem do tempo humano, cronológico. A celebração não encerra um simples agradecimento, pela libertação da escravidão e a concessão da terra para morar, criar a família e plantar para obter o alimento. A celebração possui a dimensão profética da contínua presença salvadora de Deus junto ao seu povo. Jesus captou essa amplitude da celebração quando disse: “Fazei isso em memória de mim… até que Ele venha” (1 Co 11.24b e 26b).
Quinto: os versos 26-27a providenciam a explicação do nome “Páscoa” para as gerações e gerações de salvos da escravidão. Com isso, o texto bíblico quer mostrar que essa celebração da Páscoa possui uma novidade. Ela não é mais dominada pelo medo do Faraó ou dos outros possíveis “exterminadores” que possam haver nos caminhos do povo de Deus. A celebração da Páscoa, do povo liberto e instalado na terra de Canaã, passa a ser marcada pela alegria e certeza da presença de Deus entre o povo liberto e salvo.
Sexto: os versos 27b-28 assinalam o cumprimento da ordem divina para celebrar a Páscoa.

Observações

(1) A prescrição sobre a celebração da Páscoa (Ex 12.21-28) é legitimada pelo editor do livro de Êxodo. Assim, o cabeçalho deste capítulo (Ex 12.1) afirma que a prescrição da Páscoa (12.21-28) é autorizada por Javé. Eis a sua lógica:
Javé comunica a Moisés e Aarão;
Moisés e Aarão ouvem as ordens de Javé;
Moisés e Aarão obedecem e comunicam aos anciãos de Israel.
(2) A celebração continuava a ser celebrada em família. A Bíblia ensina que a família constitui o fundamento para o projeto de sociedade que Deus propõe para a humanidade.
(3) Foram mantidos vários elementos na celebração: ovelhas e ramos de hissopo (erva aromática). Evidentemente que houve algumas modificações, em razão da nova situação de vida do povo, agora, vivendo em Canaã.
(4) Todavia, a antiga Páscoa foi “relida” e “re-significada”. O antigo culto dos pastores semi-nômades possuía a função de controlar as forças da natureza. Por exemplo, os povos anteriores aos hebreus acreditavam que oferecendo em sacrifício o filho primogênito, poderia controlar a bênção e a ira divina. Como na cerimônia da primitiva páscoa, os pastores acreditavam que poderiam amenizar a ira divina do “vento destruidor”.
(5) Na verdade, o povo bíblico tomou antigos costumes dos povos vizinhos e os converteu em instrumentos de preservação e ensino da fé. No caso da Páscoa, o povo bíblico tomou uma cerimônia pagã, que girava em torno de uma magia, e a transformou em um sinal da presença salvadora de Javé. Em outras palavras, a nova celebração da Páscoa mostra que a fé não é um dado doutrinário ou mágico, mas um gesto história de Javé.
IV – Da sedentarização do povo de Israel ao período monárquico.
Após os acontecimentos que envolveram a saída do Egito – a difícil caminhada pelos desertos, os muitos “sinais e maravilhas” realizados por Javé e o cumprimento da promessa de “uma terra que mana leite e mel” – o povo bíblico juntou à idéia da Páscoa aos acontecimentos acima descritos. A Páscoa dos nômades deixou de ser uma cerimônia mágica que procurava afugentar o medo do “exterminador”, que se supunha estava próximo, para se tornar uma afirmação concreta da plena liberdade que Javé dá.
Foi nesse momento que o povo bíblico tomou consciência que a sua fé em Javé não era uma formalidade a mais entre os povos do Antigo Oriente. Javé não é definido pelo seu ser, mas pela sua atuação na história: Ele ouviu o grito angustiado dos/as escravos/as do Egito e providenciou os meios para a libertação deles (Ex 3-4);
A celebração da Páscoa, agora reformulada e “re-significada”, passa afirmar que a fé bíblica é histórica, e que tem seu fundamento nos acontecimentos salvíficos relatados nos livros de Êxodo, Números e Deuteronômio, especialmente;
O outro ritual da Páscoa, relatado em Êxodo 12.1-14, provavelmente, representa a segunda forma litúrgica mais primitiva, entre todas incluídas no Antigo Testamento. Ao tornar-se sedentário, o povo de Israel mudou substancialmente seu sistema de vida:
de escravos tornaram-se livres;
de pastores tornaram-se agricultores;
de semi-nômades tornaram-se sedentários.
A história da salvação do Egito não é ensinada, nas casas e nos cultos, como uma doutrina, mas como um fato histórico, isto é, um milagre de Deus ocorrido na história de seus pais;
A fé em Javé, através da celebração da Páscoa, tornou-se uma força transformadora;
do medo à coragem;
da magia a atos concretos da atuação de Javé;
da escravidão à liberdade.
O nome da festa, pesah saltar – o saltar do vento destruidor, demoníaco – passa significar, em conexão com a história de libertação dos hebreus, passar por cima de, saltar para a liberdade;
O sacrifício de um cordeiro deixa de ser um simples sacrifício de sangue para se tornar uma memória dos atos salvíficos de Javé. Por isso, a celebração da Páscoa passa a ser prescrita como “um Páscoa para Javé”.
V – A Páscoa no período monárquico.
Há silêncio sobre a celebração da Páscoa, exceto o profeta do Reino do Norte Oséias que critica o povo pela ausência da celebração Os 12 ).
VI – Da celebração caseira para a cerimônia no Templo de Jerusalém.
O rei Josias (642-609 antes de Cristo) empreendeu uma ampla reforma no Reino de Judá (O Reino de Israel já tinha sido destruído em 722 a.C.).
Por determinação do rei Josias, a Páscoa passou a ser celebrada, oficialmente, no Templo, em Jerusalém (Dt 16.1-8);
A reforma equipara a Páscoa a uma festa de peregrinação (ver a coleção “Salmos das Subidas” (Sl 120-134);
O gado maior (boi ) passa a ser admitido como vítima para o sacrifício;
Surgiu a permissão para cozer a vítima, em lugar de assá-la;
A memória do êxodo do Egito continuou sendo o motivo principal da celebração.
VII – A Páscoa no exílio babilônico (598-537 anos antes de Cristo)
Durante o exílio na Babilônia, o povo exilado desenvolveu a esperança de que Javé poderia libertar, de novo, Israel. Este tema é muito abordado pelo profeta anônimo do exílio, cujas palavras foram editadas no livro de Isaías, capítulos 40 a 55.
Desaparece a atividade cultual no Templo (destruído em 587 a.C.). Surge a Sinagoga e cresce a produção literária;
Volta o sacrifício da rês menor (ovelhas e cabras);
A celebração volta para a família e o ritual de sangue volta a ter o sentido de símbolo da defesa contra o “exterminador”;
Percebe-se pequenas variações na celebração:
não jogar fora algumas partes do animal sacrificado;
não quebrar os ossos do animal sacrificado;
permissão para celebrar a Páscoa no 2o. mês para quem não pôde sacrificar no 1o. mês (Nm 9.1-14);
passou a ser permitida a participação de estrangeiros.
Começou aparecer uma distinção entre Páscoa e Ázimos, como celebrações distintas:
Festa dos Ázimos: nos dias 1 a 7 do primeiro mês do ano;
Festa da Páscoa: no dia 14 do mesmo mês.

VIII – Páscoa no período Grego

Os livros de 1 e 2 Crônicas e Esdras indicam que a Páscoa preservou alguma cerimônia para o Templo, mas a refeição pascal foi mantida no templo;
O gado maior foi readmitido como parte da cerimônia;
A carne deve ser assada e não cozida;
O leigo executa o ritual de sangue (2 Cr 30.21; 35.11);
Páscoa e Ázimos voltam a integrarem-se;
O levita passa a ter um papel relevante na celebração;
A música passa a ser parte da celebração;
O copo de vinho passa a ser parte da cerimônia;
A Páscoa retornou ao Templo como parte do culto oficial, mas preservou-se a refeição para o ambiente familiar.
Resumindo
A Páscoa pré-mosaica é marcada pelo medo do exterminador maxehit. O ritual tinha algo de “magia” para afugentar os males. É bom lembrar que, nessa época, o povo sacrificava os primogênitos recém-nascidos para ganhar favores divinos (conforme Gn 22);
O povo bíblico tomou todos os costumes e práticas pagãs e os passou pelo crivo da fé javista. Tanto no sacrifício dos primogênitos (Gn 22), como no ritual da Páscoa, o povo bíblico converteu tais cerimônias às práticas e confissões de fé javistas. Em ambas situações, o medo prendia as pessoas e forçava-as a praticarem cerimônias inúteis e criminosas. Foi Javé quem abriu os olhos do povo bíblico. Este se tornou um missionário entre as nações para anunciar as boas novas: “Não temais! Eis que vos trago uma boa nova que será para todo o povo” (Lc 2.10). A Páscoa anuncia o fim do medo e, conseqüentemente, a confirmação da confiança em Deus.
A celebração da Páscoa não é uma cerimônia de nostalgia do passado; não é uma festa da saudade onde heróis e heroínas são lembrados/as por seus atos de valentia; também não é um ritual que procura romantizar o passado, lembrando e homenageando certas figuras da história.
Na Bíblia, dois verbos sobressaem-se: “lembrar” e “esquecer”. Quando a Bíblia apela para que o povo lembre dos grandes atos de Javé (conforme Ex 13.3), ela está procurando construir o futuro da nação. A memória dos grandes atos salvíficos de Deus mobiliza a fé da sociedade e fortalece o povo para esperar as boas novas do Reino de Deus. Esquecer o que Deus fez e faz significa a tragédia da humanidade.
Celebrar a Páscoa é resgatar os atos salvíficos de Deus no passado, acreditando que Ele possa fazer o mesmo, entre nós, no dia de hoje. A memória do passado salvífico – seja da libertação no Egito, seja da vida e obra de Jesus Cristo – restaura as forças dos/as crentes celebrantes para o testemunho.
Na verdade, a memória carrega o sentido de redenção, seja dos atos salvíficos de Deus, através da história, bem como a redenção das causas justas do passado. Assim, a memória resgata tanto a vida e obra de Jesus como a luta dos pobres pela dignidade de viver. Pela memória, redimimos o desejo e a luta deles. Assim, se esquecermos os desafios do povo de Deus no Antigo Testamento, os ensinos de Jesus Cristo ou os anseios justos do povo fiel, pomos a perder o sentido desses projetos. A intenção da celebração da Páscoa afirmar que cada geração de celebrante tem o dever de pôr em prática os verdadeiros e justos projetos das gerações do passado.
Estudo produzido pelo prof. Tércio Machado Siqueira, professor de Antigo Testamento da FaTeo



Por Dermeval Reis Junior
Estudioso em Teologia/Filosofia
Cientista em Medicina