sexta-feira, 29 de março de 2013

Divergências antropocêntricas na sociedade de minorias, em que não há bom senso e maturidade, são tratadas como intolerância!

A tudo que se fala quando há contraposição ou discordância, virou razão para denominar intolerância, quando o assunto é raça, opção sexual ou religião. Chegou-se num ponto sobre esta questão antropocêntrica e social - tolerância -  que, logo, quando alguém disser a palavra "não", será sinal de tal!!! Atribuo à falta de um desenvolvimento intelectual, estas interpretações equívocas. Há riscos de se criar uma enorme barreira entre posições divergentes. Dá-se a impressão de que todos têm que concordar em tudo, com todos!!! Isto é absolutamente impossível, porém, em uma democracia, é absolutamente aceitável todas as discordâncias. Então, numa partida de futebol, se de um lado têm um grupo que torce para o time A, certamente, do outro, haverá torcedores do time B. Neste caso, jamais os torcedores do time A irão concordar em torcer para o time B. Reciprocamente, o mesmo do B para o A. Isto é intolerância??? Então, o cidadão que tem religião A não frequenta a religião B, por não gostar, é um intolerante??? Está na hora de haver um crescimento na maturidade das interpretações, afinal, estamos cada vez mais, vendo grupos minoritários, praticantes da intoleracia, lutando contra ela. Da mesma forma, grupos religiosos, que pregam em certo nível, o amor, a paz, a união, confrontando com intolerantes em favor de causas totalmente desprovidas de edificação ou proveito. De um lado, vemos um grupo "exigir" que haja tolerância para consigo, quando, para isto, é preciso ser intolerante para com outro grupo que faz oposição, por alguma razão. Não se faz um tipo de "exigência" no grito. Não se ganha nada no grito. Intolerar é "não aceitar de forma alguma, em condição alguma, o que alguém faz, diz ou é" sem lhe dar uma chance de apenas mostrar sua capacidade e qualidades independente daquilo que faz, diz ou é!!! Portanto, não se pode caracterizar no todo, alguém, só porcausa de sua conduta, palavras ou jeito de ser! Mas, também, ninguém pode ser obrigado a concordar com o que não concorda, quando se atribui, em muitas das vezes, erroneamente, o título de intolerante,  quando há discordâncias!!! Então, é aí que "a coisa tá pegando" e ninguém está enxergando. Falta maturidade na interpretação, no entendimento, na intelectualidade a qual o assunto exige!!! A democracia é também constituída por diferenças e são elas que fazem com que a diversidade exista. O que é incabível é fazer com que a sociedade aceite, ter colocado 'boca abaixo' um conceito de igualdade, quando na verdade há diferença e, naturalmente, impossível que haja equalização destas diferenças. A própria natureza assim não permite. Todos são iguais perante a lei!!! Já está definido! Numa análise mais aprofundada, é possível dizer que há intolerância a partir daqueles que brigam pelo fim dela. Não se aceitam como são!!! É uma 'auto-intolerância'. Atribuir intolerância a dada circunstância não é algo simples, só por discordar. Isto seria, então uma maneira imposta, ditadora de se fazer ser aceita a tal circunstância. A única coisa que deve ser igual numa democracia, é o peso, a medida atribuída a todas as situações, quando há divergências de opiniões. Aí sim, há o equilíbrio sóbrio, justo e, diria, eficaz. Certamente que produziria ótimos resultados para todos os lados com opiniões divergentes. Falta isto, bom senso e maturidade!!!

terça-feira, 26 de março de 2013

Uma simples reflexão sobre "fanatismo e latria'.

Dr. Dermeval Reis Junior 
Estudioso em Teologia/Filosofia
e-mail: drj.fcr.epm@hotmail.com
skype: dermevalreisjunior

Nos últimos tempos, possivelmente a partir do Século XX, tem se intensificado ações que entende-se por fanatismo, em vários setores sociais do cenário mundial. Uns, são fanáticos por futebol, outros, fanáticos por religião, outros, por carros, outros por causas até desprezíveis. O fato é que, este fanatismo, não é só um “apelido” que expresse o quanto alguém gosta do quê. É algo mais intenso, exacerbado e, muitas vezes, talvez, em todas as vezes, muito aprofundado. Eu mesmo, conceituei meu entendimento sobre fanatismo em certa ocasião, da seguinte forma: “Penso que o fanatismo é resultado patológico da falta de isenção e neutralidade racionais, a respeito de uma concepção filosófica, religiosa e/ou ideológica “. Um outro conceito pode ser: “faccionismo partidário; adesão cega a um sistema ou doutrina; dedicação excessiva a alguém ou algo (Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa).Hitler, o fanático mais conhecido de nossa época, foi também o promotor da perseguição mais sangreta já conhecida na história além do ser o maior exaltador do fanatismo e intolerância humana. Em seu livro, “Mein Kampf” , é possível conhecer esta face maligna, onde ele escreve: “o porvir de um movimento depende do fanatismo com que se exaltem seus partidos...e a grandeza de qualquer organização ativa...reside no espírito de 'religioso fanatismo' e 'intolerância' com que se ataca a todas as demais, fanaticamente convencidas” (1924, 124-125). O momento atual mostra que atualmente os relacionamentos sociais estão sendo levados às pequenas esferas fanáticas, onde há sempre algo ou alguém a receber dedicação excessiva. Um bom exemplo, são os conchavos políticos, onde são fanáticos por poderes, cargos de frente, pastas importantes. Outro exemplo, é o fanatismo religioso, entre diversas seitas, como Testemunhas de Jeová, Budistas, Naturalistas e Naturistas, grande parte de evangélicos. Nos esportes, o fanatismo é muito evidente entre os integrantes de torcidas organizadas, que matam e morrem, brigam e se esfolam, se submetem à prisão. Fanatismo para com artistas, atores e cantores, bandas, enfim. Mas, entre todos, está algo comum: a reclusão em si mesmo. O fanatismo é capaz de prender uma pessoa, de maneira cega e sem fundamentos. Faz de uma pessoa, seu escravo, dia e noite, em casa e fora dela, entre amigos ou só. Um bom exemplo, e muito atual, é o fato de haver pessoas cegas (fanáticas) que optam por dar crédito à quem estas ‘idolatram’, com é o caso de muitos políticos e de muitos artistas e de muitos jogadores e de muitos religiosos, além dos grupos minoritários. Exemplificando: Marta Suplicy é idolatrada, Marco Feliciano é idolatrado, Neymar é idolatrado, o papa é idolatrado e, pior, venerado!!! Até Hitler, fanático, foi e, em alguns nichos, continua sendo ‘idolatrado’. Estas pessoas, (exceto Neymar e o papa), só chegaram onde estão, porque foram convencidos de que deveriam dispensar atenção máxima à elas. Abrindo um parênteses, vejamos o conceito de “Latria”: “adoração, amor excessivo, idolatria”, fecha parênteses. Deve ter havido alguma ‘promessa’, algo que pactue uma ‘troca’, em troca de algo totalmente aquém. Uma compra barata de ‘credibilidade’. O senso de equilíbrio não existe no fanático. Ele extrapola limites e não avalia circunstâncias. Chegam a ser tão incautos que não possuem senso de discernir nem seus problemas pessoais. Ou seja, o fanatismo assume total responsabilidade sobre o descontrole daquele que o porta. Quando associado à idolatria, o quadro  torna-se mais grave. As consequências são inúmeras, mas o fanático não atribui circunstâncias consequentes ao ato fanático que as gerou. Apenas corre ao encontro de ajuda, por simplesmente não ter a mínima noção de “o que fazer”. Lamentável, pois o fanatismo, segundo a definição do Dicionário Houaiss, tem a cegueira como uma característica. Isto pode ser traduzido para a incapacidade de intelectualizar racionalmente o ambiente circunstancial em cada setor da vida do fanático. Ele pode ser conceituado popularmente como um “burro”, ou , mais, corretamente, como "incauto intelectual" ou "incompetente social". Assim, espera-se o quê, de quem não tem nada a oferecer, exceto a burrice para agraciar a sociedade, principalmente, quando são exigidos em períodos eleitorais. Dão um péssimo presente à sociedade, com seus votos, ótimos políticos para serem descartados, no lixo!!!

sexta-feira, 15 de março de 2013

REFLEXÃO DA HISTÓRIA DO PAPADO CATÓLICO

 "Não sabeis como a leitura da Escritura atrapalha a religião católica?"
(Papa Paulo VI, 1605)

Considerando que Deus deixou a Sua Palavra (Bíblia Sagrada - livre dos apócrifos, que foram inseridos na bíblia católica por Paulo III); considerando que cristãos que seguem a Cristo (uns segundo os dogmas católicos, outros segundo a Bíblia, outros não seguem nada, mas apenas se dizem cristãos) seja no catolicismo ou no cristianismo protestante, há de saber que, para Deus, o que vale é o que está dentro da essência da Palavra. Nada aquém, nada além. Para isto, não é necessário ter uma interpretação pessoal, afinal a Teologia é quem nos conduz aos significados contextuais bíblicos, com segurança. Assim, vamos fazer uma pequena análise sobre o papa e algumas afirmações católicas sobre papa e o papado. O substantivo Papa [do lat. papa (papas) ou pappa (pappas), ae, do gr páppas], uma palavra carinhosa para pai) é o Bispo de Roma, e como tal, é o líder mundial da Igreja Católica. O atual pontífice é o Papa Francisco I, eleito no conclave que terminou em 13 de março de 2013. O Papa é eleito por um Colegiado de Cardeais com posto vitalício. O ministério eclesiástico é denominado Papado e sua sede de "Santa Sé". Como líder de uma nação, o papa também é o Chefe de Estado da Cidade do Vaticano, uma cidade-estado soberana enclavada por Roma. O catolicismo romano acredita e prega que Jesus Cristo designou Pedro como "pastor" e "rocha" da Igreja, chefiando-a, e os Papas, como seus sucessores, possuem autoridade para "governar" a Igreja e "a fé" católica, e infalibilidade para ensinar e definir os pontos centrais da doutrina cristã. O papado é uma das instituições mais duradouras do mundo, e teve uma participação proeminente na história da humanidade. Os papas na Antiguidade auxiliaram na propagação do cristianismo e a resolver diversas disputas doutrinárias. Na Idade Média eles desempenharam um papel secular importante na Europa Ocidental, muitas vezes, servindo de árbitros entre os monarcas e evitando diversas guerras na Europa. Atualmente, para além da expansão e doutrina da fé cristã, os Papas se dedicam ao ecumenismo, e diálogo inter-religioso, a trabalhos de caridade e à defesa dos direitos humanos. É inegável a influência político religiosa do papa entre nações. Tanto que este cargo surgiu num 'vácuo' do poder pós Constantino, na Idade Média, passando a ter domínio em grande parte desta éra, sendo abalado então somente com a reforma protestante de Lutero, cujo papa era Leão X, que disse uma frase forte: "Agora que Deus nos deu o papado, vamos desfrutá-lo", ao autorizar a venda de indulgências na Alemanha para concluir as obras da Catedral de São Pedro. O primeiro papa de que se tem registro, parece ter sido Gregório, o Grande, bispo da igreja de Roma no século VI. Entretanto, o Concílio de Nicéia, em 325, passou a reconhecer 3 bispados, como proeminentes: Roma, Alexandria e Antioquia, estes dois últimos, com os mesmos privilégios de Roma. Portanto, já é de se supor que Pedro NÃO foi o primeiro papa, como afirma-se pela dogmacia católica. Isto é possível de se afirmar diante de uma análise bíblica. A Bíblia não reconhece o papado como um cargo divino e cristão e ordenado por Cristo. Martinho Lutero, no Século XVI repensou a doutrina igreja, restruturando-a conforme uma lógica de cunho divino descrita segundo a Bíblia. Os concilios e bispos eram para comandar a igreja e Reis e Governantes, comandam o estado. A Tradição Católica Romana, na afirmação de que Pedro foi o 1º papa, por aproximadamente 25 anos, asseguram doutrinariamente que o súmo pontífice é o representante de Jesus Cristo, Sumo Sacerdote, na terra. Afirmam também que o papa é "a ponte" - ligação entre o homem e Deus, anulando o ministério e morte vicária de Cristo - entre nós e Deus e o vigário (substituto) de Jesus pelo Espírito Santo, assegurando com isto, o argumento de que o papa é chefe visível da igreja, enquanto Cristo é o chefe invisível. Adjacente a isto, some-se a infalibilidade do papa. Interessante, que todas estas figuras papais criam e excluem regras e importantes razões para diversas mitologias anti-bíblicas, como, por exemplo, a fixação de uma data para a Páscoa, pelo bispo Vitor, em 189-198. E, a grande e mais usada "sentença-chavão" de todas, para justificar que Pedro foi pedra, está em Mt. 16.18. Estêvão, bispo, usou esta mensagem para vencer uma disputa com Cipriano de Cártago, para recuperar a superioridade do bispo romano sobre todos os demais. Chegou-se ao absurdo dos absurdos, quando Gelásio I (492-496) defendeu o poder espiritual, representado pelo papa, tinha 'supremacia' sobre o poder secular. Leão V foi um papa assassinado por outro papa, seu sucessor, Sérgio III. Todas estas afirmações são contrárias às Sagradas Escrituras (IPe. 5.4; Jo. 14.6; ITm.2.5; ICo.3.11; Jo.14.16-18; Mt.24.23,24; Ef. 1.20.22; Rm.3.4; Mt.23.9-11; Mt.21.42; At.4.11; 12.1; IPe2.4-6). Segundo pesquisadores, a profecia de São Malaquias, bispo de Armagh no Século XII, de que  a Cátedra de Pedro seria presidida pelo Cardeal Simoncelli de Orvieto, segundo o dístico  "De antiquitate urbis". A evidência desta falsa profecia - que era 'indicada pelo Espírito Santo' - se consolidou com a eleição de papa do Cardeal Sfondrate, se tornou sem efeito e sem crédito. Cabe a cada um, segundo o que crê, aceitar ou não as condições propostas nesta reflexão. O que se pode afirmar com certeza é que o Papa não é um 'cargo' bíblico instituído por Deus, Jesus Cristo e nenhum outro dos Apóstolos até Paulo, que foi o último dos apóstolos de Cristo. Assim, hoje, os católicos se tornaram fanáticos mais pela igreja e figuras como a de um papa, do que pela razão mais essencial, que é Cristo e a salvação, que se dá mediante o conhecimento da Palavra, ainda conflitam com os protestantes, que são fincados na Palavra que condena as práticas anti-bíblicas, as quais, além de muitas linhas hereges no meio evangélico, dentro do cristianismo em geral, os católicos se inserem em muitos pontos. O atual papa, Francisco, eleito recentemente em 13-03-2013 no conclave, tem algumas particularidades: uma delas é o 'não cumprimento' de alguns rituais cotidianos, como roupas, sapatos e mais 13 pontos citados no jornal The Guardian de 13-03-13: Ele gosta de viajar de ônibus; vive há mais de 50 anos com um pulmão em funcionamento devido, quando jovem, ter removido o outro por conta de infecção; é filho de um trabalhador ferroviário italiano e de uma dona de casa; estudou e estagiou como um químico; é o primeiro papa não europeu da era moderna; afirma que a adoção por homossexuais é uma forma de discriminação contra as crianças, mas acredita que o preservativo "pode ​​ser permitido" para prevenir doenças; 2001, ele lavou e beijou os pés de pacientes com AIDS em um hospício; fala italiano fluente, assim como espanhol e alemão; Até agora, ele vive em um pequeno apartamento, evitando a residência de um bispo formal; disse aos argentinos que não viajem à Roma para celebrar sua posse, mas para dar o seu dinheiro aos pobres; é acreditado para ter sido o runner up-in (vice papa, ou ter ficado em segundo lugar) no último conclave papal em 2005, quando foi eleito Joseph Ratzinger, o agora Papa Emérito Bento XVI; Ele co-escreveu um livro, em espanhol, chamado "Sobre el Cielo y la Tierra" (No Céu e da Terra); Apesar de conservador em doutrina da igreja, ele criticou sacerdotes que se recusam a batizar bebês nascidos de mães solteiras        

Referências:
Teologia Sistemática - A Doutrina da Igreja;
Paulo Romeiro - O Papado - 15-03-2013 - Encontro Apologético
The Guardian - acessado em 16-03-2013 - http://www.guardian.co.uk/world/2013/mar/13/new-pope-thirteen-key-facts  


Dr. Dermeval Reis Junior
Estudioso em Teologia/Filosofia
e-mail: drj.fcr.epm@hotmail.com
twitter: @juniordermeval  

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Histórico sobre o 'papado' católico.

Existe grande controvérsia entre os historiadores sobre a história do papado durante o cristianismo primitivo, destacando-se a questão da veracidade do martírio de Pedro e Paulo em Roma; sobre a organização da Igreja Romana no século I e princípio do século II, e o exercício da primazia papal.

Alguns historiadores argumentam que Pedro nunca foi realmente a Roma, e que essa crença se originou somente mais tarde.[41][42] No entanto, outros estudiosos citando os documentos cristãos primitivos (mais proeminentemente, a descrição da morte de Pedro e Paulo em Roma nas cartas de Clemente em c. 96,[43][44]Santo Inácio de Antioquia em c. 107,[45]Dionísio de Corinto entre 166 e 176,[44] e Irineu de Lyon, em torno de 180 d.C.[46]) concluem que Pedro foi de fato martirizado em Roma.[47][48][49][nota 1]

Uma vez que no século I os termos “presbíteros e bispos” eram sinônimos usados para os líderes da igreja local[54][55] submetidos a um apóstolo;[56] muitos argumentam que no final do século I e até a metade do século II, a Igreja Romana não possuía uma organização monoepiscopal (um só Bispo como chefe da igreja local), mas uma forma colegiada de liderança,[41][54][57] sendo que o monoepiscopado começou somente mais tarde, e assim, originalmente o ministério papal não existia. No entanto, outros estudiosos discordam, defendendo que os apóstolos designaram seus sucessores na liderança das igrejas locais (originalmente também chamados de "apóstolos" e no inicio do século II, de “bispos”),[56] como por exemplo, Tito e Timóteo investidos por Paulo de Tarso, e nos escritos posteriores de Clemente de Roma,[58] Inácio,[59][60] e Irineu,[61] que prematuramente atestaram a sucessão linear de Bispos desde a época dos apóstolos.[56]

Alguns historiadores afirmam que os papas primitivos não possuíam direitos ou privilégios primaciais sobre a Igreja Universal, e que as igrejas locais eram independentes,[7] no entanto, uma vez que em muitas ocasiões os Bispos de Roma intervieram em comunidades locais, como Clemente I,[62] ou tentaram estabelecer uma doutrina vinculativa a Igreja Universal como Vítor I (sobre a controvérsia quartodecimana),[63] especialmente a existência de um forte vínculo jurídico entre os bispos primitivos, devido ao uso das "cartas e listas de comunhão", em que cada igreja local, possuía uma lista dos bispos em comunhão com a Igreja Católica, sendo decisiva a lista da Igreja Romana, e sua aprovação de comunhão,[64] a visão predominante entre os historiadores, é que a Sé e o Bispo de Roma possuíam nesse período uma proeminência em questões relacionadas aos assuntos da Igreja Católica,[13][48][62][65][66][67][68] mas esse papel se desenvolveu e se acentuou profundamente nos séculos seguintes, especialmente a partir do século V e após o XI.[57]. Eleição, morte e abdicação
Eleição
História

O papa originalmente foi eleito pelo clero e povo de Roma, com uma participação dos bispos das cidades próximas.[122] A partir de 1059, a eleição foi reservada ao Colégio dos Cardeais da Igreja Romana. O Papa Urbano VI, eleito em 1378, foi o último papa que não foi um cardeal no momento de sua eleição.[123] Tradicionalmente a votação foi conduzida por aclamação, por seleção (em comissão) ou por votação em plenário. A aclamação foi o procedimento mais simples, em que todos os eleitores presentes por unanimidade proclamam em voz alta o nome do candidato, e foi utilizada pela última vez em 1621. Quando um leigo ou não-bispo era eleito, ele recebia imediamente a consagração episcopal antes de assumir o pontificado. O Papa João Paulo II aboliu a votação por aclamação e por meio da seleção por comissão, assim, todos os papas serão eleitos por votação integral do Colégio dos Cardeais por cédula eleitoral.[124]

Até 1978 alguns dias após a eleição do papa, era realizada sua coroação, em que o papa era levado em procissão para a Basílica de São Pedro, na Sede gestatória, onde após uma solene missa pontifícia, o novo papa era coroado com a tiara e pronunciava pela primeira vez a bênção Urbi et Orbi ("para a cidade [de Roma] e para o Mundo"). Outra parte importante da coroação era quando um mestre de cerimônias ficaria de joelhos diante do papa, queimando uma mecha de estopa e dizendo três vezes consecutivas, em voz alta "Sancte Pater, sic transit gloria mundi!" ("Santo Padre, assim passa a glória mundana!").[125][126] Estas palavras serviam como um lembrete da natureza transitória da vida e das honras terrenas.

Durante a história, os papas foram em sua maioria italianos. Antes da eleição do cardeal polonês Karol Wojtyla como o Papa João Paulo II, em 1978, o último pontífice não-italiano foi o Papa Adriano VI da Holanda, eleito em 1522.[127] João Paulo II foi seguido pelo alemão Joseph Ratzinger, que escolheu o nome de Bento XVI, levando alguns a acreditar que a eleição de papas majoritariamente italianos acabou.
Procedimentos atuais
Ver artigo principal: Conclave

Os atuais regulamentos sobre a eleição pontifícia foram promulgados pelo Papa João Paulo II em seu documento de 1996 Universi Dominici Gregis. O período entre a morte de um papa e a eleição de seu sucessor é denominado de sede vacante ("sede vaga"). Durante a "sede vacante", o Colégio dos Cardeais, composto pelos conselheiros principais do papa e seus assistentes, é coletivamente responsável pelo governo da Igreja e do Vaticano, sob a direção do Camerlengo. No entanto, é proibido especificamente que os cardeais introduzam qualquer inovação no governo da Igreja durante este período. Qualquer decisão que exija o parecer do papa tem que esperar até sua eleição.[124]

A reunião de cardeais para eleger o papa é denominada de "conclave" (assim chamada porque os eleitores estão trancados cum clave [com chaves] até se eleger um novo papa), ocorrendo na Capela Sistina. Três cardeais são escolhidos por sorteio para coletar os votos dos cardeais eleitores ausentes (por motivo de doença), outros três para contar os votos e outros três para fiscalizar sua contagem. As cédulas são distribuídas e cada cardeal eleitor escreve o nome de sua escolha sobre ele e promete em voz alta que é "aquele que em Deus eu acho que deveria ser eleito" antes de dobrar e depositar seu voto em um prato em cima de um cálice grande colocado sobre o altar (no conclave de 2005 uma urna especial foi utilizada para este fim, em vez do cálice e do prato). O prato é então utilizado para que o voto caia no cálice, o que torna difícil para qualquer eleitor inserir cédulas múltiplas. Antes de ser lido, o número de votos é contado, enquanto ainda dobrado, se o número total de cédulas não corresponder ao número de eleitores, as cédulas são queimadas e uma nova votação é realizada. Caso contrário, cada voto é lido em voz alta pelo Cardeal camerlengo, que perfura a cédula com uma agulha e linha, amarrando todas as cédulas em conjunto, garantindo precisão e honestidade. Assim são realizadas votações contínuas até que um Papa seja eleito por uma maioria de dois terços.[5][nota 4]

Habemus Papam da eleição do Papa Martinho V (1415 a 1417) no Concílio de Constança.

Uma vez que os votos são contados e unidos, são queimados em um forno especial na Capela Sistina, com a fumaça escapando através de uma chaminé visível da Praça de São Pedro. As cédulas de uma votação indecisa são queimadas junto com um composto químico para produzir fumaça negra; quando a votação é bem sucedida, as cédulas são queimadas sozinhas, emitindo fumaça branca, anunciando assim a eleição de um novo papa. O Decano do Colégio dos Cardeais, em seguida, se dirige ao cardeal eleito perguntando: "Aceitas a tua eleição canônica para Sumo Pontífice?" Se ele responde "Accepto" (Aceito), ele se torna canonicamente papa naquele instante, caso ele rejeite, uma nova votação é feita.[5] Em seguida o Decano perguntará como ele quer ser chamado, e o novo pontífice então escolhe um nome papal para si.[5]

Os cardeais então se ajoelham e oferecem sua obediência ao novo papa, que em seguida é conduzido para a Capela Paulina para vestir a batina branca papal. Em seguida o Cardeal Diácono anuncia da varanda central da Praça de São Pedro a proclamação Habemus Papam. Ele então anuncia o nome de batismo do novo papa, juntamente com o novo nome papal.[5]. Abdicação

A abdicação do papa é possibilitada no cânon 332 §2 do Código de Direito Canônico e no cânon 44 §2 do Código de Direito Canônico das Igrejas Orientais. As únicas condições para a validade da renúncia são de que sejam realizadas livremente e manifestadas adequadamente.[133] O direito canônico não especifica qualquer indivíduo ou entidade a quem o Papa deve manifestar a sua abdicação, deixando, talvez, em aberto a possibilidade de fazê-lo à Igreja ou ao mundo em geral. Mas alguns analistas sustentam que o colégio de cardeais, ou pelo menos seu Decano, deve ser informado, já que os cardeais devem estar absolutamente convencidos de que o Papa renunciou para que possam proceder validamente para eleger seu sucessor.[134][135]

O exemplo mais conhecido de renúncia de um Papa é a de Celestino V em 1294. O último papa a renunciar foi Gregório XII em 1409. Em junho e julho de 2002 correram boatos de que João Paulo II poderia abdicar devido à sua saúde frágil,[136] no entanto ele refutou as especulações e faleceu como papa em 2005.
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Títulos
Ver artigo principal: Títulos do Bispo de Roma

Os títulos do bispo de Roma constituem um direito de honra e não são considerados divinamente instituídos, tendo se modificado no curso da história,[7] sendo sua lista oficial, ditadas pelo Anuário Pontifício em 2009 como: “Bispo de Roma, Vigário de Jesus Cristo, Sucessor do Príncipe dos Apóstolos, Sumo Pontífice da Igreja Universal, Primaz da Itália, Arcebispo Metropolitano da Província Romana, Soberano do Estado da Cidade do Vaticano, Servo dos Servos de Deus”.[137]

No entanto, a lista oficial dos títulos não inclui todos os que são usados; bem como, durante a história, os papas portaram diversos outros títulos, às vezes por séculos, e em algum momento foram abandonados.
Papa

O termo "Papa" é o título mais famoso e associado ao Bispo de Roma, sendo usado no protocolo, documentos e assinaturas. Desde o início do século III o título era utilizado como uma expressão de afetuosa veneração tanto para o Bispo de Roma, quanto para os outros bispos do Ocidente.[49] No Oriente inicialmente era usado para sacerdotes,[7] e posteriormente é reservado apenas para o Patriarca de Alexandria.[49]

No fim do século IV a palavra Papa aplicada ao Bispo de Roma começa a exprimir mais do que afetuosa veneração, tende a tornar-se um título específico,[138] tornando-se no século VI firmemente associada aos bispos de Roma,[138] até que no século XI, passa a ser utilizada somente por eles.[7] O termo "papado" (papatu), origina-se apenas em torno do século XII, para referir-se exclusivamente ao sistema eclesiástico governamental do papa.[139]
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Fonte: http://dicionario24.info/Papa acessado em 11-02-2013.


Referências 
↑ Pope. Perseus Digital Library. Página visitada em 21 de fevereiro de 2010.
↑ American Heritage Dictionary of the English Language. Yahoo Education. Página visitada em 2010-03-01.
↑ O Anuário Pontifício não atribui números à sua lista de papas por causa da dificuldade canônica quanto à legitimidade de alguns membros da lista. (Annuario Pontificio 2008 (Libreria Editrice Vaticana 2008 ISBN 978-88-209-8201-4), p. 12*)
↑ IGREJA CATÓLICA. Compêndio do Catecismo da Igreja Católica. Coimbra: Gráfica de Coimbra, 2000. N. 179 e 182 p. ISBN 972-603-349-7
↑ abcdef John L. Allen, Jr. Conclave: A política, as personalidades e o processo da próxima eleição papal. 2002. Pág.: 18, 19, 88, 110-135, 137-142. ISBN 85-01-06640-0.
↑ Vatican City State - State and Government. Site da Santa Sé. Página visitada em 2010-08-11.
↑ abcdefghijklmno Pope. Catholic Encyclopedia; New Advent. Página visitada em 21 de fevereiro de 2010.
↑ Catecismo da Igreja Católica (C.29 CHAVES DO REINO). Site da Santa Sé. Página visitada em 2011-01-09.
↑ ab Second Vatican Council, Dogmatic Constitution Lumen gentium, 22, 27. Site da Santa Sé. Página visitada em 27 de janeiro de 2010.
↑ Bishops Express the Unity of the Church. Site da Santa Sé. Página visitada em 27 de janeiro de 2010.
↑ Avery Dulles, The Catholicity of the Church, Oxford University Press, 1987, ISBN 978-0-19-826695-2, page 140
↑ Collins, Roger. Keepers of the keys of heaven: a history of the papacy. Introduction (One of the most enduring and influential of all human institutions, (...) No one who seeks to make sense of modern issues within Christendom - or, indeed, world history - can neglect the vital shaping role of the popes.) Basic Books. 2009. ISBN 978-0-465-01195-7.
↑ abcde Wetterau, Bruce. World history. New York: Henry Holt and company. 1994.
↑ abcd Faus, José Ignacio Gonzáles. "Autoridade da Verdade - Momentos Obscuros do Magistério Eclesiástico". Capítulo VIII: Os papas repartem terras - Pág.: 64-65 e Capítulo VI: O papa tem poder temporal absoluto – Pág.: 49-55. Edições Loyola. ISBN 85-15-01750-4. Embora Faus critique profundamente o poder temporal dos papas ("Mais uma vez isso salienta um dos maiores incovenientes do status político dos sucessores de Pedro" - pág.: 64), ele também admite um papel secular positivo por parte dos papas ("Não podemos negar que intervenções papais desse gênero evitaram mais de uma guerra na Europa" - pág.: 65).
↑ ab Papal Arbitration. Catholic Encyclopedia; New Advent. Página visitada em 29 de janeiro de 2011.
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↑ "Since, however, it would be very tedious, in such a volume as this, to reckon up the successions of all the Churches, we do put to confusion all those who, in whatever manner, whether by an evil self-pleasing, by vainglory, or by blindness and perverse opinion, assemble in unauthorized meetings; [we do this, I say,] by indicating that tradition derived from the apostles, of the very great, the very ancient, and universally known Church founded and organized at Rome by the two most glorious apostles, Peter and Paul; as also [by pointing out] the faith preached to men, which comes down to our time by means of the successions of the bishops. For it is a matter of necessity that every Church should agree with this Church, on account of its pre- eminent authority, that is, the faithful everywhere, inasmuch as the apostolical tradition has been preserved continuously by those [faithful men] who exist everywhere." ("Uma vez, que no entanto, seria muito tedioso, em um volume como este, somar as sucessões de todas as Igrejas, que põem em confusão todos aqueles que, de qualquer maneira, seja por uma má auto-satisfação, por vaidade, ou por cegueira e perversão, montam reuniões não autorizadas; indicando que a tradição derivada dos apóstolos, dos muito grandes, dos muito antigos, e universalmente conhecida na Igreja fundada e organizada em Roma pelos dois mais gloriosos apóstolos, Pedro e Paulo, como também [apontando], a fé pregada aos homens, que vem para o nosso tempo por meio da sucessão dos bispos. Pois é uma questão de necessidade que cada Igreja deve concordar com esta Igreja, em virtude da sua pré-eminente autoridade, isto é, os fiéis em toda parte, na medida em que a tradição apostólica foi preservada continuamente por aqueles [homens fiéis] que existem em toda parte") read online Adversus Haereses (Book III, Chapter 3)
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↑ A Confissão de Fé Batista de Londres de 1689.
↑ Bula EXSURGE DOMINE do Sumo Pontífice Leão X, sobre os erros de Martinho Lutero 15.06.1520 (Ouvi nossas preces, pois raposas avançam procurando destruir a vinha em cujo lagar só Vós tendes pisado. Quando estáveis perto de subir a vosso Pai, entregastes o cuidado, norma e administração da vinha, uma imagem da igreja triunfante, a Pedro, como cabeça e vosso vigário e a seus sucessores. O javali da floresta procura destruí-la e toda fera selvagem vem devastá-la. Erguei-vos, Pedro, e realizai o serviço pastoral divinamente confiado a Vós, como já dito. Prestai atenção à causa da santa Igreja Romana, mãe de todas as igrejas e mestra da fé, que Vós por ordem de Deus santificastes com vosso sangue. Bem que avisastes que viriam falsos mestres contra a Igreja Romana, para introduzir seitas ruinosas, atraindo sobre eles rápidas condenações. Suas línguas são de fogo, mal incansável, cheias de mortal veneno.). Paroquias.org. Página visitada em 2010-06-02.
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Documentário- Bolsa Família

Considero impossível, tratar como imparcial, uma questão de suma importância como esta, a questão social, dependente de recursos míseros de um governo comunista e miserável, que apoia o capitalismo selvagem de uma sociedade insana, que desvalorizou valores morais e éticos em troca de apoio vermelho. Ficou claríssimo, que os recursos miseráveis e indignos que o esdrúxulo governo vermelho oferece aos que possuem baixíssimo grau de instrução. A importância deveria ser dada não à oferta financeira, mas às oportunidades que podem surgir, tanto no campo da instrução quanto no campo de trabalho. Ademais, para o governo, país rico é país sem pobreza, com um programa de 'bolsa miséria' totalmente ineficaz em suprir necessidades mínimas. Só para comparar, uma benefício de R$60,00, quando o salário mínimo é em torno de R$600,00. O que se pode fazer com isso??? Comprar 5 pães (equivalente a R$2 reais/dia = R$60,00) e um litro de leite (equivlente a R$2,69/dia = R$80,70)  todos os dias, para 5 pessoas, custa R$140,70/mês. Equivale a dizer que, dois filhos cadastrados no programa Bolsa Família, recebe R$120,00/mês, e não consegue manter 30 dias de pão e leite, em quantidades mínimas diárias.


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

BRASIL, "bRASIL, brasil, Brazil"!!!

Quero aqui, deixar uma reflexão, usando letras de música popular brasileira de grandes intérpretes e compositores, que nos levam a pensar sobre nós, nosso país e principalmente, sobre nossa participação na sociedade, em prol do progresso. Óbvio que que o lema de nossa bandeira, "Ordem e Progresso", de verdade, é somente uma simbologia. A verdade é que, hoje (19-11-2012), dia da Bandeira, estamos em plena e franca "desordem e regresso", o que é, em uma analise teórico científica, perfeitamente explicado pela 2ª Lei da Termodinâmica, se fosse o caso. Tamanha é a hipocrisia do Estado, que faz vistas grossas para determinados fatos e se aplicam vigorosamente em outros de menor importância. A Constituição Federal já estabeleceu de maneira irrevogável sobre os direitos civis dos relacionamentos em diversas esferas das pessoas com o Estado e para com os diversos nichos sociais. Por exemplo: não é, e nunca foi necessário estabelecer uma lei que complemente as questões raciais. Entretanto, por conta da 'não conscientização' das pessoas, isto é, por 'falha' do Estado na introdução correta de políticas adequadas sobre a formação intelectual e ética dos indivíduos, hoje o parlamento brasileiro se aplica em criar 'lei da lei', ou lei que regule a lei, e assim por diante. Ora, já é irrevogavelmente estabelecido na Constituição, que TODOS são iguais - ponto. Fica, então, difícil compreender, tais práticas, tais políticas e a aceitação de tudo. Usam lei que regula a questão racial, para, nos mesmos moldes, estabelecer uma lei para as uniões homoafetivas. Agora, em plena 2ª década do Século XXI, o Ministério Público aventou a possibilidade de retirar das notas de Real a frase "Deus seja louvado", alegando ato de laicidade. Ótimo! Seria plenamente justo, para com a Constituição e para com o Estado Laico de Direito, que, o mesmo Governo, hipócrita, banisse também, todos os feriados santos e religiosos! É Justo, usando 'mesmo peso, mesma medida'.  Quem é mais hipócrita: o Governo, que faz vistas grossas ou, o povo, que é contrariado, mas por medo, adere? 
Será que o vamos ter que ser 'tolerantes' à tolerância à corrupção, e, até quando? Violência??? Há quem afirme veementemente, usando um discurso 'matemático', para a população, de que não há com o que se preocupar, pois tudo esta sob controle, mas o que estamos assistindo, de camarote é a falência da autonomia do Estado em questões pró-humanistas, quando estamos vivendo o ápice da desmoralização ética, cívica, moral e política do país "...E o contrabando/E um bando de gente/Importante envolvida.../Juram que não/Torturam ninguém/Agem assim/Pro seu próprio bem..." (Alvorada Voraz - RPM).  Será que vamos ficar calados para sempre, ou será que votaremos a gritar " Brasil, mostra sua cara/quero ver quem paga/pra a gente ficar assim..." (Brasil - Gal Costa). Fica sempre a pergunta: " ...Que país e esse...?" E até quando vamos ter que ver, ler e ouvir que há, "Nas favelas, no Senado, sujeira pra todo lado/ ninguém respeita a Constituição/mas todos acreditam no futuro da nação..."? (Que País é Esse - Renato Russo/Legião Urbana). Talvez, estejamos sempre, nós, omissos também, em ficarmos inertes. Nossa atitude é sempre aderir à filosofia  de seguir "Caminhando e cantando/e seguindo a canção..." (Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores - Geraldo Vandré), mas nos esquecemos de que podemos dizer pra nos mesmos: "aprendi a dizer não" (Disparada - Geraldo Vandré), em meio a um país de miséria imperante, "...Pelos campos há fome em grandes plantações..."(Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores - Geraldo Vandré). Qual país é este? Que bRASIL é este?  É um 'brasil' com 'b' minúsculo, onde a imponência está nos discursos e na propaganda pró-Estado. É o 'brasil' da Copa, do futebol...mais ainda, é o Brasil da "...miséria, miséria em qualquer canto/riquezas são diferenças..." (Miséria - Titãs). Brasil onde a segurança tem valores inversos e não existe a "...Polícia para quem precisa..." (Polícia - Titãs), onde existe sim, um governo moderno que humilha e execra seu povo, como se fosse "...homem primata..." vivendo em numa "...selva de pedra..." e sendo oprimido pelo "...capitalismo selvagem" (Homem Primata - Titãs). O Estado, como se se compadecesse de nós, nos oferece paliativamente, um "...alivio imediato...", mas continuamos nos escondendo em nosso país, teoricamente, "O melhor esconderijo...", mas onde há "...a maior escuridão..." que "...já não servem de abrigo..." e, tampouco, "...já não dão proteção..." (Alívio Imediato - Engenheiros do Havaí). O fato é que, ainda, continuamos no Brasil, onde há sujeira pra todo lado, mas, ainda pior, onde silenciosamente, hoje temos que gritar: BRASIL, "...a tua piscina tá cheia de ratos/tuas ideias não correspondem aos fatos..." (O Tempo Não Para - Cazuza). "Brazil zil zil zil zil..."

Artigo escrito por: Dermeval Reis Junior
EMAIL/MSN: drj.fcr.epm@hotmail.com